Educação financeira no Gerenciamento de recursos

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A gestão dos recursos financeiros tanto de pessoas como de empreendimentos é algo imperativo e fator crítico de sucesso, principalmente no mundo competitivo de hoje.

Neste sentido, sites especializados em finanças mostram que muitas empresas quebram basicamente porque o gestor/proprietário não tem o discernimento de que o faturamento da empresa não é um recurso pessoal, e mesmo ele sendo o proprietário da empresa, não pode se utilizar dos recursos oriundos dessa atividade com gastos pessoais.

Reflexão corroborada pelo Princípio da Entidade da Contabilidade que consta na Resolução 750/93/CFC no seu artigo 4º, que reconhece que: se faz necessária a diferenciação de um Patrimônio particular no universo dos patrimônios existentes, independentemente de pertencer a uma pessoa ou a um conjunto de pessoas.

Uma vez que o Patrimônio da pessoa jurídica é o objeto da Contabilidade e, por consequência, não se confunde com aqueles dos seus sócios ou proprietários, no caso de sociedade ou instituição (CFC, 2008).

O Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (SEBRAE) (2016) publicou um relatório preocupante sobre a mortalidade de empresas, evidenciando que de cada quatro empresas abertas no Brasil, uma fecha antes de completar 2 anos de existência no mercado e que a ineficácia na gestão financeira e a falta de planejamento do negócio são determinantes para o encerramento das operações.

Neste contexto, a adoção de estratégias de conscientização financeira, com ações educativas, objetivando mudar os números relativos às dificuldades em gerenciar os recursos financeiros, bem como o ciclo de vida e a consequente falência de empresas, são essenciais para a mudança do cenário atual. 

Então, pode-se fazer o seguinte questionamento: Como educar pequenos empreendedores com relação à utilização e à gestão dos recursos financeiros?  

Segundo Costa (2018), a taxa de inadimplência ao crédito do sistema financeiro no Brasil chegou a 3,04%, ou em termos absolutos R$ 96,6 bilhões de um saldo total de R$ 3,168 trilhões.

Os dados preliminares, relativos ao mês de setembro de 2018, são do Banco Central (BC). Os valores não discriminam as contas em vermelho de empresas e pessoas físicas. A inadimplência diz respeito a dívidas em atraso há mais de 90 dias.

Existe uma relação direta entre educação financeira e a abertura de novos negócios, principalmente, com pequenos empreendedores. 

Segundo Salim et al. (2004), empreender tem sido a escolha de muitos jovens que saem das faculdades, de profissionais bem-sucedidos ou ainda de aposentados os quais por muitos anos trabalharam como empregados e depois resolveram empreender por conta própria.

Para Shumpeter (apud DORNELAS, 2005, p. 39), empreendedor “[…] é mais conhecido como aquele que cria novos negócios, mas pode também inovar dentro de negócios já existentes; ou seja, é possível ser empreendedor dentro de empresas já constituídas”.

Para ambos autores, o empreendedorismo não segue um modelo específico, e sim que empreendedor é algo que pode acontecer a qualquer um, mas sempre tendo em vista a coragem de inovar e fazer acontecer.

Designed by kan_chana / shutterstock
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Nessa dinâmica, empreendedorismo vem sendo associado a diversas características como: flexibilidade, persistência, autonomia, criatividade, busca de oportunidade e, principalmente, inovação; características essas específicas de indivíduos empreendedores, por meio das quais enfrentam a mudança como uma oportunidade para desenvolver ações, negócios ou serviços diferentes (SOUZA; GUIMARÃES, 2006).

Para o desenvolvimento de uma conscientização financeira em nível do indivíduo, se faz necessária a adoção de algumas técnicas ou metodologias acessíveis para a educação financeira do empreendedor.

No empreendimento deve-se traçar alguns pontos básicos para a visualização da sua realidade.

Estão disponíveis ferramentas conhecidas e de simples manuseio, como as planilhas as quais com informações simples permitem a visualização de forma clara e objetiva de dados fundamentais, como: valor do faturamento mensal, despesas fixas, recursos a receber, recursos a pagar, insumos em estoque, tempo de entrega cliente/fornecedor, entre outras.

Pode-se destacar algumas metodologias de educação financeira, as quais estão em aplicação no mundo administrativo e financeiro, como a metodologia DSOP, metodologia 50-30-20 e Trust BPO, elas dão suporte aos pequenos empreendedores no gerenciamento dos recursos financeiros pessoais.

Referências:

CONSELHO FEDERAL DE CONTABILIDADE (CFA). Legislação da profissão contábil. 3. ed., rev. e ampl. Brasília: CFC, 2008.

COSTA, Gilberto Costa. Inadimplência atinge 62 milhões de brasileiros e afeta 3% do crédito. Agência Brasil, Brasília, 2018. Acesso em: 15 out. 2019.

SEBRAE. SERVIÇO BRASILEIRO DE APOIO ÀS MICRO E PEQUENAS EMPRESAS. Sobrevivência das empresas. Portal Sebrae, 2016. Acesso em: 10 jan. 2019.

Por: Angelita Bett, tutora da UNIASSELVI.

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