Emprego no comércio paulista aponta a maior alta mensal desde novembro de 2020

Julho obteve o terceiro crescimento consecutivo do setor, com a criação de 23.536 vagas

O mês de julho registrou a maior evolução mensal absoluta, desde novembro de 2020, do mercado de trabalho celetista no comércio de São Paulo. Foram 23.536 novas vagas no mês, de acordo com a Pesquisa do Emprego no Estado de São Paulo (PESP), realizada pela FecomercioSP. Nos sete primeiros meses do ano, houve um avanço de 67.849 novos empregos, dos quais mais de 65 mil foram criados somente no último trimestre. O setor de serviços também apontou resultado positivo, com a criação de 45.195 vagas no mês – sétima evolução seguida e a maior desde fevereiro. No acumulado do ano, o setor gerou 244.088 postos de trabalho.

Desde o fim da maior parte das restrições de horário aos setores não essenciais, em maio, o comércio paulista gerou 65.424 vagas, enquanto os serviços, outros 126.080 empregos. A reabertura das atividades acionou uma demanda represada nos segmentos mais impactados pela pandemia e por suas restrições. Com quadros enxutos, agora, estes setores estão gerando vagas, apesar da alta inflacionária, do endividamento das famílias, dos juros ao consumidor e do desemprego – que, a despeito de impactarem a conjuntura econômica em geral, ainda não reverteram o processo de geração de empregos.

No comércio, dos postos de trabalho criados, 50 mil ocorreram no varejo, sendo 7.033 no segmento de vestuário e acessórios – o mais impactado desde março de 2020 (e que ainda está 24,5 mil vagas abaixo da empregabilidade de fevereiro de 2020). Nos serviços, o cenário é parecido, dado que o ramo de alojamento e alimentação, ainda que com saldo acumulado negativo de quase 110 mil vagas desde o início de março do ano passado, obteve, no trimestre de maio a julho de 2021, um saldo de 15.503 postos laborais no Estado, o quarto melhor resultado absoluto dentre as 14 divisões setoriais que formam o setor.

Mês de julho para o comércio e serviços

Com 103.766 admissões e 80.230 desligamentos, em julho, o estoque ativo do comércio chegou a 2,742 milhões de vínculos, um avanço de 0,87% em relação a junho. Dentre as três divisões do setor, o varejo se destacou, com a criação de 17.281 postos de trabalho, puxado novamente pelo setor de vestuário e acessórios (2.705).

No ano, o número de novos empregos está principalmente relacionado à atividade do comércio varejista de madeira, ferragens e materiais de construção, responsável por 11.125 dos postos totais do varejo, com saldo de 37.098.  Em 12 meses, de agosto de 2020 a julho de 2021, foram criadas 190.973 vagas no comércio. Destas, 132.230 são no varejo, com significativo avanço dos segmentos de materiais de construção (19.629 vagas) e de hipermercados e supermercados (14.148).

Nos serviços, após 274.651 admissões e 229.456 desligamentos, o resultado do mês significou um avanço de 0,69% ao estoque de vagas, o qual atingiu 6,578 milhões de vínculos ativos. O maior avanço absoluto ocorreu nos serviços administrativos e complementares (criação de 10.576 postos de trabalho), puxado por teleatendimento (2.415).

Nos sete meses, as vagas criadas foram impactadas principalmente pelos serviços de saúde humana e sociais (57.266) e serviços administrativos (47.231). Em 12 meses, são 386.394 novos empregos – tal desempenho foi reflexo dos serviços administrativos e complementares (150.748) e, novamente, do trabalho de saúde humana e sociais (69.776).

Comércio e serviços na capital

Na capital paulista, o comércio criou 7.739 vagas no mês de julho, dos quais, 5.663 só no varejo. O destaque ficou por conta do desempenho dos estabelecimentos varejistas de vestuário e acessórios, que geraram 951 postos no mês. Com mais de 862.657 mil vínculos formais ativos, o avanço em julho significou aumento de 0,91% do mercado de trabalho no comércio paulistano. Em 2021, são 19.416 empregos celetistas – e, em 12 meses, avanço de 48.147 postos de trabalho.

Já o setor de serviços gerou, em julho, na cidade de São Paulo, 21.528 vagas. O desempenho geral foi influenciado pelos grupos de serviços administrativos e complementares (4.806) e atividades profissionais e técnicas (3.621). Com aproximadamente 2,952 milhões de vínculos formais ativos, o saldo de julho significou avanço de 0,73% no mercado de trabalho dos serviços paulistanos, que, em 12 meses, criaram 168.123 vagas com carteira assinada.

Nota metodológica

A Pesquisa de Emprego no Estado de São Paulo (PESP) sofreu uma reformulação em sua metodologia e, agora, analisa o nível de emprego celetista do comércio e serviços do Estado de São Paulo a partir de dados do novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério da Economia, passando a se chamar, portanto, PESP Comércio e Serviços.

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