Empresas americanas crescem em ritmo recorde em meio a uma inflação “sem precedentes”

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Os negócios do setor privado nos Estados Unidos cresceram em seu ritmo mais rápido em pelo menos 11 anos no mês passado, quando as vacinações da Covid-19 e uma redução nas restrições da pandemia liberaram uma onda de demanda reprimida.

O índice dos gerentes de compras (PMI) de flash composto saltou para 68,1 em maio, marcando o nível mais alto desde que a IHS Markit lançou a pesquisa em 2009.

A pesquisa sinalizou uma “aceleração espetacular do crescimento” para a economia dos EUA, disse a IHS Markit.

Os novos pedidos aumentaram pelo quinto mês consecutivo, enquanto os negócios de exportação cresceram em um ritmo recorde, alimentados pela grande demanda com o aumento da confiança do cliente e a reabertura da economia dos EUA.

No entanto, as pressões de custo continuaram a crescer com a inflação de preços de insumos subindo para o nível mais alto registrado pela IHS Markit.

Como resultado, a pesquisa registrou o aumento mais acentuado nos encargos de produção já registrado.

REUTERS/Marcos Brindicci,dólar
28/08/2018. REUTERS/Marcos Brindicci,dólar

Chris Williamson, economista-chefe de negócios da IHS Markit, alertou que os preços de venda de bens e serviços estão subindo a “taxas sem precedentes”, o que levará a uma inflação ao consumidor mais alta nos próximos meses.

Preços mais altos foram comumente relatados em fretes, combustível, metais e equipamentos de proteção individual.

Alguns fabricantes disseram que os volumes de pedidos aumentaram com os clientes que estavam acumulando estoques em antecipação a novos aumentos de preços.

O relatório também descobriu que, embora o emprego tenha subido pelo 11º mês consecutivo, o ritmo de contratação desacelerou a partir de abril, já que os fabricantes tiveram dificuldade em encontrar trabalhadores.

“O crescimento teria sido ainda mais forte se não fossem as empresas frequentemente limitadas pela escassez de oferta e dificuldades para preencher as vagas”, disse Williamson.

Conteúdo traduzido da fonte Financial Times por Wesley Carrijo para o Jornal Contábil