Ao longo do tempo histórico é possível ver como as pressões sociais, as crises econômicas, de saúde pública e o advento da globalização foram responsáveis pelas mudanças de paradigmas dos governos, da sociedade civil organizada e das empresas. 

Nesse contexto, em que de forma gradativa está acontecendo o retorno das atividades socioeconômicas, observamos a necessidade das organizações em ampliar os seus esforços para além da manutenção do seu negócio/atividade.

Se faz necessário pensar na racionalidade dos processos, na melhoria das condições de trabalho, na proteção da saúde de todas as partes envolvidas, no relacionamento justo com a cadeia de fornecedores, no entorno e em outras variáveis que estejam relacionadas as novas necessidades e comportamento da sociedade. 

A diversidade desse tema nos remete a seguinte pergunta: como as organizações podem contribuir para a criação de um cenário socioeconômico positivo e com foco na coletividade? 

Um ponto de partida para construir a resposta desta pergunta é abrir um amplo debate em relação a cultura organizacional, ou seja, quanto e como o modelo de gestão existente deve ser ajustado ou modificado?

Qual o perfil e as necessidades formativas dos colaboradores nesse contexto?  No mundo pós-pandemia Covid-19, todos nós – e principalmente os líderes – devemos “remodelar” o nosso mindset (modelo mental).

A aplicação dos conhecimentos, os comportamentos, as habilidades, as atitudes, as estratégias, o uso das ferramentas de comunicação, bem como os resultados esperados sofrerão mudanças significativas no tempo e no espaço.

E de dentro para fora.   Cabe lembrar que o processo de construção de uma nova cultura organizacional não será de forma rápida.

Essa dinâmica leva tempo e deve valorizar os conhecimentos da coletividade, onde novas práticas de aprendizagem corporativa devem ser desenvolvidas para suprir estes pressupostos.

Sendo assim, provocar e investir na cultura organizacional não perpassa apenas por contextos financeiro e físico.

Passa necessariamente no desenvolvimento humano e no fortalecimento de comportamentos assertivos.  

Nesse sentido, o investimento no desenvolvimento da força de trabalho não deve ter como foco as suas funções técnicas (hard skills).

Outras habilidades devem ser desenvolvidas com o intuito de ampliar a visão de coletividade, respeito e propósito (soft skills).

Esse conjunto de ações comporá as novas estratégias para o engajamento de colaboradores e consumidores e a construção de uma nova cultura organizacional: inclusiva, ética e sustentável. 

Essa ação não pode ser pensada e estruturada exclusivamente para o ambiente interno da organização.

O desafio atual é criar cenários positivos, coletivos e que englobem ações que envolvam toda a sociedade.

Um papel importante das organizações é contribuir com a mudança de hábitos, de ações individuas e coletivas de seus colaborados – com o intuito de gerar agentes multiplicadores para todas as partes interessadas.

É papel fundamental das organizações contribuir para que todos sejam responsáveis em construir ambientes com uma percepção de bem-estar.  

Por Taiana JungGestora Técnica da Logos Consultoria & Rui MarcosGestor Administrativo-Financeiro da Logos Consultoria