Equipe econômica aponta problemas fiscais para lançar o Novo Bolsa Família

Valores da reformulação do programa, passam a ser problema orçamental para o governo, segundo a equipe econômica. 

O novo bolsa família, trata-se da reformulação do programa social criado durante o governo do ex-presidente Lula em 2003. O intuito da atual gestão do país é lançar o benefício, após o encerramento da distribuição do Auxílio Emergencial que tem fim previsto para outubro. 

Deste modo, o novo programa deve ser lançado em novembro deste ano. Dentre as mudanças pretendidas pelo Governo Federal, está o aumento do valor do programa para R$ 300 ou R$ 400. 

Neste sentido, o presidente Jair Messias Bolsonaro (sem partido), já havia alegado que novo programa que agora será chamado Auxílio Brasil, irá pagar cerca de 50% a mais que os atuais moldes do Bolsa Família. Atualmente, o benefício é concedido em uma cota de R$ 192. 

A ideia do governo, é ampliar o alcance do programa, além de aumentar o valor pago pelo Bolsa Família. Contudo, tanto a ampliação quanto a quantia que o governo pretende pagar, podem ficar inviáveis, devido a problemas fiscais, segundo a equipe econômica. 

Assim sendo, conforme técnicos da equipe, o valor do novo Bolsa Família deve ficar entre R$ 280 e R$ 290. Além disso, o programa corre riscos de ser lançado sem ampliação do número de famílias incluídas. 

A questão é enquadrar as alterações previstas para o novo programa, como o auxílio para famílias matricularem crianças em creches, bolsas de desempenho escolar, esportivo e científico, dentro da verba desejada. Neste sentido, segundo o plano orçamentário do Bolsa Família, a ideia é manter os custos em R$ 34,8 bilhões. 

Uma das ideias em pauta para alcançar este objetivo, trata-se do parcelamento de precatórios que ocorreria através de uma PEC (Proposta de Emenda Constitucionais). Para isto ser possível, será necessário que dois terços do Congresso aprove esta medida.

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