Planejamento Previdenciário: Erros mais comuns de quem não planeja aposentadoria

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Existem alguns erros comuns que podem ser cometidos quando a pessoa não faz o planeamento previdenciário.

Os erros no Planejamento de Aposentadoria podem ser fatais.

Ou seja, eles podem reduzir o seu benefício e te fazer trabalhar mais. Nesse post vamos mostrar para você os riscos em não realizar o seu planejamento!

Existem centenas de detalhes que devem ser observados na hora de realizar o seu pedido de aposentadoria.

Caso um desses itens sejam ignorados, você corre o risco de perder dinheiro.

Afinal, a sua aposentadoria é um bem precioso, que pode te proporcionar segurança financeira, na melhor fase da sua vida!

Nesse post você vai ver!

  • Planejamento de aposentadoria – 11 erros principais 
  • Deixar de fechar os vínculos que estão com problema junto ao INSS ou Regime Próprio.
  • Efetuar recolhimento previdenciário de período retroativos, sem que esses períodos possam ser considerados para fins de aposentadoria.
  • Não realizar a complementação das contribuições feitas abaixo do salário mínimo.
  • Perder tempo de contribuição que você poderia recuperar com a contribuição feita em atraso.
  • Não incluir períodos que você contribuiu, mas que o regime não considerou.
  • Realizar o pedido errado de aposentadoria, quando você tem direito a um benefício melhor.
  • Perder tempo um valioso tempo de contribuição
  • Não averbar o tempo de contribuição de um regime para outro.
  • Deixar de complementar, de compensar e de agrupar contribuições quando é necessário.
  • Deixar de excluir contribuições que vão te prejudicar
  • Não regularizar as contribuições em atraso.

Planejamento de Aposentadoria – 11 erros principais

Existem alguns erros clássicos que aquelas pessoas que não fazem planejamento de aposentadoria costumam cometer.

Cada erro  tem o poder de reduzir o seu benefício. Conheça agora os principais erros que podem influenciar na sua aposentadoria!

Leia mais: Passo a passo para o Planejamento Previdenciário

1 – Deixar de fechar os vínculos que estão com problemas junto ao INSS ou Regime Próprio.

Quando você entra com o seu pedido de aposentadoria sem que sejam fechados os seus vínculos com problemas junto ao INSS ou Regime Próprio, você pode ter um influência negativa no seu benefício de aposentadoria.

Por isso, o ideal é que feche os vínculos no INSS que estão com problemas para poder fazer a melhor aposentadoria. Esse detalhe é simples.

Mas se passar despercebido o seu bolso vai sentir a diferença.

Vamos agora ao segundo erro grave!

2 – Efetuar recolhimento previdenciário de período retroativos, sem que esses períodos possam ser considerados para fins de aposentadoria.

Muitas vezes a pessoa perde dinheiro. Pois, resolve pagar ao INSS por períodos em que não contribuiu.

No entanto, esse pagamento retroativo nem sempre pode ser utilizado para fins de aposentadoria.

Por isso, é preciso realizar uma análise minuciosa, para saber se vale a pena realizar esse pagamento ou não!

Em via de regra não precisam realizar o pagamento retroativo os profissionais nas seguintes situações.

  • empregados com carteira assinada;
  • trabalhos feitos para Pessoa Jurídica, como pessoa física;
  • empregados rurais, antes de 31 de outubro de 1991.

Agora é possível fazer o pagamento retroativo nos casos abaixo

  • Trabalhador autônomo (contribuinte individual);
  • Contribuinte facultativo (atraso máximo de 6 meses).

No entanto mesmo com as regras gerais é preciso analisar cada situação com calma. Para ter certeza se é recomendável realizar o pagamento retroativo ou não.

Outro problema pertinente diz respeito a contribuição para a aposentadoria, chegamos assim, ao próximo erro grave!

3 – Não realizar a complementação das contribuições feitas abaixo do salário mínimo.

Funciona da seguinte forma, contribuições abaixo do mínimo não contam. Quando o trabalhador recebe menos do que o salário mínimo nacional, esse valor não pode ser utilizado para fins de aposentadoria.

Dessa forma, cabe ao trabalhador fazer a complementação do valor para poder utilizar o período em sua contagem de tempo.

Em alguns casos vale a pena realizar essa complementação. Já em outros, esses salários mais baixos podem reduzir o valor da aposentadoria, na hora do cálculo. Por isso, é preciso testar.

Ou seja, realizar o cálculo de aposentadoria em diferentes cenários para ter certeza da melhor ação a seguir.

Saiba mais: Planejamento de Aposentadoria Indispensável!

Perder tempo de contribuição, que você poderia recuperar com a contribuição feita em atraso

Conforme vimos no item 2, é possível fazer o pagamento retroativo ao INSS em casos específicos.

Por isso, em alguns casos é possível recuperar o tempo de contribuição que você ficou sem contribuir, pagando em atraso.

No entanto, é preciso analisar de forma séria para saber se vale realmente a pena fazer essa contribuição em atraso ou não.

5 – Não incluir períodos que você contribuiu, mas que o regime não considerou.

Outra possibilidade é a de você ter contribuído, porém o INSS ou Regime Próprio não ter considerado esse tempo.

Dessa forma, é preciso entrar na via judicial apresentando provas desse tempo de serviço para que este possa ser incluído.

Esse pequeno detalhe muitas vezes pode fazer uma grande diferença no seu benefício!

Vamos agora há um dos principais erros na hora de pedir a sua aposentadoria!

Assista ao vídeo e entenda melhor!

6 – Realizar o pedido errado de aposentadoria, quando você tem direito a um benefício melhor.

Contudo, entre os principais erros cometidos por quem não realiza o Planejamento de Aposentadoria é realizar o pedido na modalidade errada.

Com a Reforma da Previdência a lista de possibilidades de aposentadoria foi ampliada de forma significativa.

Um erro nesse cálculo pode ser fatal. No planejamento são analisadas todas as suas possibilidades de aposentadoria para saber qual a melhor.

Assim, ao realizar o seu pedido de aposentadoria em uma modalidade errada, você pode perder 40% ou mais do seu benefício de aposentadoria!

Falando em perdas, chegamos ao sétimo erro grave!

7 – Perder o tempo mais valioso!

Existem alguns períodos que não podem ser desperdiçados. Por isso, é preciso fazer uma análise minuciosa para que você não perca dinheiro.

Por não incluir tempos que valem mais na sua aposentadoria.

Exemplo, o tempo de menor aprendiz, o tempo rural o tempo especial, são mais valiosos. Pois valem mais. E vão te ajudar a ter um benefício melhor.

Dessa forma, no planejamento de aposentadoria, todos esses tempos são incluídos. Para que, assim, você possa fazer a aposentadoria mais vantajosa!

Agora vamos a um assunto sério a averbação do tempo de contribuição!

8 – Não averbar o tempo de contribuição de um regime para outro

O tempo de contribuição de um Regime para o outro pode ser averbado. Por exemplo, se você é um servidor público, e trabalhou na iniciativa privada no passado.

Assim, é possível averbar o seu tempo anterior para melhorar a sua aposentadoria.

Geralmente essa ação vai melhorar o seu benefício. No entanto, novamente, é preciso realizar todos os cálculos no Planejamento Previdenciário.

Pois, em casos específicos, averbar o tempo de contribuição pode ser prejudicial.

Afinal pode diminuir a média e ao final, diminuir os proventos de aposentadoria.

Leia também: Dicas para o servidor público planejar a sua aposentadoria

9 – Deixar de complementar, de compensar e de agrupar contribuições quando é necessário.

No Planejamento de aposentadoria é feito o cálculo e análise de todas as possibilidades de aposentadoria.

Deixar de complementar, compensar ou agrupar suas contribuições, pode ser um erro fatal que vai reduzir de forma significativa o seu benefício.

Saiba mais: Planejamento de aposentadoria: caso concreto!

10 – Deixar de excluir contribuições que vão te prejudicar

A tendência na hora de realizar o pedido de aposentadoria é utilizar todo o tempo possível.

No entanto, nem sempre essa máxima está certa.

Os salários mais baixos podem deixar o benefício de aposentadoria menor.

Por isso, é fundamental ter certeza de quais períodos devem ser incluídos no seu pedido de aposentadoria.

Essa máxima só é descoberta após fazer todos os cálculos, ou seja, no Planejamento Previdenciário.

Agora vamos ao último erro grave dessa postagem: não regularizar as contribuições em atraso!

11 – Não regularizar as contribuições em atraso.

Assim, em muitos casos é necessário regularizar as contribuições em atraso. Já em outros isso é impossível.

Ou não fará diferença na hora da aposentadoria.

Por isso, em determinadas situações será fundamental regularizar as contribuições em atraso para que você tenha o melhor benefício.

Porém, em outros o melhor é deixar da forma que está.

Conforme vimos nessa postagem o Planejamento Previdenciário é essencial para que você possa ter tranquilidade financeira na aposentadoria. Você viu que existem inúmeras possibilidades e qualquer erro pode ser fatal!

Contudo, espero de verdade que esse conteúdo tenha sido útil para você! Continue acompanhando a gente aqui no blog e também nas redes sociais.

Por isso, se tiver qualquer dúvida pode deixar nos comentário!

Por: Priscila Arraes Reino, Formada em Direito pela UCDB em 2000. Inscrita na OAB/MS sob o nº 8.596 e OAB/SP 38.2499. Pós Graduada em Direito Previdenciário. Pós Graduada em Direito do Trabalho e Processo do Trabalho pela Escola da Magistratura do Trabalho de Mato Grosso do Sul. Coordenadora Adjunta do Instituto Brasileiro de Direito Previdenciário. Secretária da Comissão dos Advogados Trabalhista da OAB/MS. Vice-Presidente da Associação dos Advogados Trabalhistas AAT/MS.

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Fonte: Arraes & Centeno Advocacia

Imagem: Arraes & Centeno Advocacia