O ano de 2017 vai ter mais feriados prolongados que 2016, e isso tem efeitos diferentes, dependendo do setor da economia.

São Paulo fica vazia em qualquer feriado. Bem… depende do lugar que a gente vá. As cenas do feriado de fim de ano, se o tempo ajudar, vão se repetir muitas vezes.

No calendário de 2017, estão previstos nove feriados ou pontos facultativos nacionais que podem aumentar o tempo de descanso dos brasileiros. Dá para esticar o fim de semana, quando eles caem numa sexta ou numa segunda, ou prolongar a folga, quando eles caem numa terça ou numa quinta. E tem gente que já sabe o que vai fazer.

Essa folga toda tem um preço. A Federação das Indústrias do Rio de Janeiro estima que a paralisação das linhas de produção vá custar mais de R$ 66 bilhões para o Brasil. Entram na conta os feriados nacionais e outros 40 regionais.

“É gostoso a gente ter um feriado, é muito bom a gente ter alguns dias pra descansar, mas para o país eu entendo que é um prejuízo muito grande”, avalia o auditor Cláudio Salatine.

No comércio, a perda estimada é de R$ 10,5 bilhões. Depois de um ano de fechamento de lojas e demissões, os empresários dizem que o grande número de feriados vai dificultar a recuperação do setor.

“Os feriados atrapalham na medida em que paralisam o comércio. Quanto mais a gente produz, mais a gente vai gerar emprego e renda, importantes para a retomada do crescimento econômico”, afirma um empresário.

Para que a turma toda aproveite o dia de folga, uma multidão tem que dar duro: o salva-vidas, o pessoal da limpeza. Com tanto desemprego por aí, ninguém reclama por trabalhar enquanto outros se divertem. Por isso, a gente não precisa se sentir tão culpado por tirar o terno, afrouxar a gravata e aproveitar cada feriado de 2017.

A Abav, Associação das Agências de Viagens, calcula que o faturamento do turismo vá crescer em torno de R$ 10 bilhões em 2017, e lembra que o setor é responsável por um de cada 11 empregos no país. E se você ainda não tem planos para tanto feriado, tem lugar em que parece sempre caber mais um: a piscina. Via o Globo

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