Recentemente foi aprovado financiamento de R$10 milhões para mobilidade urbana na cidade de Porto Alegre – RS. O investimento foi realizado via Caixa Econômica Federal. Desse valor, R$5,955 milhões serão destinados para obras de infraestrutura cicloviária, o que inclui pavimentação e sinalização viária, em trechos que totalizam aproximadamente 20 quilômetros de ciclovias.

De acordo com dados da Associação Nacional de Transportes Urbanos (NTU), de 5.570 municípios do Brasil, apenas 2.901 oferecem serviços de transporte urbano, o que totaliza 52% do país, ou seja, 48% ainda não têm um plano de transporte urbano em prática.

Segundo estudo realizado pela empresa internacional de consultoria de dados, Mobility Futures da Kantar, São Paulo está em penúltimo lugar em mobilidade urbana no mundo, por último, está a cidade Nairóbi, capital do Quênia.

Quando o assunto é financiamento para mobilidade urbana, Marcelo Viana, consultor empresarial da T4 Consultoria, explica que o mercado do compartilhamento de veículos é um dos mais promissores para investimentos:

“São Paulo, por exemplo, é reconhecidamente uma das cidades mais receptivas ao compartilhamento de veículos. E tem sido cada vez mais comum que as pessoas deixem seus carros em casa para irem ao trabalho de bicicleta ou até mesmo que prefiram vender os veículos para utilizar o serviço de compartilhamento. Essa é uma prática que tende a se espalhar em diversas cidades brasileiras”, acredita o consultor.

Financiamento para mobilidade urbana – Alternativas

BNDES Finem – Mobilidade Urbana

Esse é um dos caminhos para se conseguir financiamento para mobilidade urbana, pode ser solicitado por empresas sediadas no Brasil, por empresários individuais (pessoa física ou jurídica), por associações e fundações e por entidades e órgãos públicos.

Pode ser obtido financiamento a partir de R$10 milhões pelo Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social.

“O financiamento para mobilidade urbana via BNDES contempla desde micro a grandes empresas. Na própria descrição dessa linha de financiamento há uma classificação de porte e receita que se encaixam às condições de financiamento”, explica Viana.

Caixa Econômica Federal

Há o programa Avançar Cidades – Mobilidade Urbana. Parte do Ministério do Desenvolvimento, o programa utiliza como agente financeiro a Caixa Econômica Federal.

Esse programa tem como objetivo melhorar a circulação das pessoas nos ambientes urbanos por meio do financiamento de ações de mobilidade urbana que tenham como objetivo a qualificação viária, o transporte público coletivo (sobre pneus), o transporte não motorizado e a elaboração de projetos voltados à mobilidade urbana e de projetos executivos. Há um limite de valor e de quantidade de propostas nesse programa.

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Por que a mobilidade urbana é assunto tão importante ao redor do mundo?

Segundo entrevista concedida pelo economista do Banco Mundial, Arturo Ardila-Gomez, as cidades podem ser encaradas como mercados de trabalho, por essa visão, se há congestionamentos e o transporte coletivo não opera de maneira eficiente, por exemplo, o mercado de trabalho da cidade também não funcionará.

Segundo Ardila-Gomez, o transporte coletivo é essencial para a economia das cidades, o que gera competitividade, porque permite o acesso a oportunidades de trabalho. Mas se todas as pessoas utilizam os seus veículos para se deslocar, será necessário um alto investimento, e o que se terá é uma cidade ‘espraiada’, que não contribui com a mobilidade sustentável.

Atualmente, questões em torno da mobilidade urbana têm sido cada vez mais discutidas, como é o caso da poluição e congestionamentos de veículos nas grandes cidades, o que tem despertado em cada vez mais pessoas a consciência sobre a importância das práticas sustentáveis como a escolha durante dias da semana pelo uso das ciclovias, transportes públicos e de veículos compartilhados.

A oportunidade nesse mercado de compartilhamento de veículos está na economia por parte dos usuários.

“Um carro elétrico hoje no mercado custa a partir de R$150 mil. Um carro compartilhado, segundo levantamento do National Center For Sustainable Transportation, retira de circulação de 10 a 13 veículos. Há alguns serviços disponíveis por meio de aplicativos em que o usuário paga bem menos para utilizar um veículo do que se estivesse com o próprio carro”, explica Viana.

Outra questão destacada pelo consultor, é que esse conhecimento por parte dos usuários desse mercado promissor tem modificado comportamentos em relação ao consumo:

“Muitas pessoas quando analisam o quanto gastam utilizando eventualmente o carro compartilhado e o quanto gastam com combustível, IPVA, manutenções, etc. com o próprio veículo, acabam decidindo até mesmo por se desfazer do veículo e utilizam para a sua mobilidade outros meios, mais sustentáveis, como transporte público, bicicletas, etc.”, esclarece.

Aprovação de financiamento para mobilidade urbana

A fim de conseguir financiamento para mobilidade urbana é fundamental que a empresa ou projeto de Lei (no caso de municípios, por exemplo), tenha bem claro e documentado quais os objetivos do projeto, quais os impactos que são esperados, é preciso que o projeto esteja dentro dos requisitos exigidos pelo edital nos bancos públicos, agentes financeiros e programas governamentais.

“Por se tratar de um financiamento com propósitos de certa forma relacionados à infraestrutura, que se estenderão ao desenvolvimento da cidade, sociedade, etc., é fundamental que em todo o processo na busca por investimento, haja todo o cuidado na elaboração do projeto e cuidado quanto à escolha do meio que será utilizado na busca por recursos. O apoio de uma consultoria experiente, por exemplo, pode ser muito útil”, conclui.

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