O financiamento para projetos científicos sempre está entre os temas mais procurados pelas pessoas, por conta das muitas dúvidas sobre quais as alternativas disponíveis para financiamento.

O financiamento da pesquisa no Brasil ocorre por meio de diferentes sistemas e instituições de fomento, dentre eles:

CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico) – localizado em Brasília, atua financiando projetos de pesquisa, bolsas e programas de cooperação internacional;
FINEP (Financiadora de Estudo e Projetos) – localizada no Rio de Janeiro, destina investimentos a projetos tecnológicos em parceria com empresas. Utiliza como fonte de recursos o FNDCT (Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico) e Fundos Setoriais;
CAPES (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior), agência de financiamento e de avaliação do Ministério da Educação;
BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), um dos principais instrumentos de financiamento de longo prazo do país, que se estende a diversos segmentos da economia, inovação e desenvolvimento.

O consultor empresarial da T4 Consultoria, Marcelo Viana, explica que no caso de empresas, o financiamento para projetos científicos precisa ser realizado junto ao órgão que mais se encaixe com a proposta do projeto:

“É fundamental ter definido quais os objetivos que se deseja alcançar e se o edital contempla os interesses no projeto”, acrescenta.

Financiamento para projetos científicos – alternativas no Brasil

Financiamento para projetos científicos via BNDES

Essa é uma das principais opções no país. Oferece linhas de crédito para diversos fins como: ampliação, expansão, modernização, infraestrutura, etc.

São muitas as possibilidades para atender aos objetivos do negócio, como:

  • Projetos de ampliação de capacidade produtiva;
  • Projetos com foco em práticas sustentáveis como: redução do consumo de energia e aumento da eficiência do sistema energético;
  • Projetos voltados à expansão e modernização da infraestrutura de geração de energia a partir de fontes renováveis e termelétricas a gás natural;
  • Projetos de investimento com foco na mobilidade urbana;
  • Entre outros.

“Quando se fala em tecnologia, por exemplo, há uma linha muito interessante que é a BNDES Pilotos IoT – Internet das Coisas. Na lista de projetos que se enquadram estão os ambientes: saúde, rural e cidades”, explica Viana.

Nessa linha específica BNDES, planos de projetos são selecionados por Grupos Multidisciplinares de Avaliação, um para cada ambiente (saúde, rural e cidades). Esses grupos são compostos por integrantes internos e externos ao BNDES. O primeiro projeto-piloto foi aprovado em novembro deste ano.

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FAPESP – Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo

Quando o tema é o financiamento para projetos científicos, a FAPESP é uma das alternativas. A fundação apoia projetos apresentados por pesquisadores que estejam vinculados a instituições no Estado de São Paulo.

“O apoio depende da análise de mérito de cada projeto, que é realizada por uma assessoria científica e tecnológica. Costuma ocorrer concessão de bolsas e auxílios em diversas modalidades”, esclarece Viana.

É fundamental acessar o site da Fundação para conferir as propostas disponíveis, como essa entre a FAPESP e a NSF (National Science Foundation), dos Estados Unidos com foco na cooperação científica por meio dos programas BIOTA e Dimensions of Biodiversity.

FINEP – Financiadora de Inovação e Pesquisa

Faz parte da FINEP o FNDCT (Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico), que tem como foco direcionar financiamento em prol da inovação e do desenvolvimento científico e tecnológico, a fim de promover o desenvolvimento econômico e social do Brasil.

Dentro da opção FNDCT, há no site a área “Quais são os Fundos Setoriais” e nesse campo, é possível acessar os inúmeros setores e seus fundos de investimento específicos, como é o caso do CT-Energia.

FUNDAG – Fundação de Apoio à Pesquisa Agrícola

Essa é uma opção que atua em prol do desenvolvimento de projetos científicos voltados à área do Agronegócio e meio ambiente (NITs). Também disponibiliza para as organizações parceiras o uso da Lei do Bem, em projetos conjuntos, beneficiando quem financia esses negócios.

O financiamento para projetos científicos encontra muitos e diferentes caminhos no Brasil:

“No caso de empresas que desejam viabilizar recursos para projetos sejam de inovação, tecnológicos, de infraestrutura, entre outros, é fundamental se atentar às opções, editais, se realmente se encaixam com os objetivos da empresa”, conclui o especialista.