A pandemia da Codi-19 gerou uma série de desastres, entre eles, está o fechamento de mais de 600 mil micro e pequenas empresas.

Justamente por se tratar de um momento conturbado, os empresários devem se atentar ao procedimento necessário para encerrar o Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica (CNPJ), evitando problemas no futuro, como dívidas e demais pendências em excesso. 

Tendo em vista a concessão de linhas de crédito auxiliares à manutenção das empresas neste momento, a perita em contabilidade, Regina Fernandes, afirma que, a análise necessária é realizada pelo comitê da referida situação financeira, com base nos protocolos individuais da mesma, em conjunto com as medidas governamentais.

Entretanto, para viabilizar o processo, é preciso considerar a escassez dos recursos disponibilizados, bem como o risco de garantia.

“Minha indicação é cumprir as exigências de pendência financeira negociando com o credo, falar com o contador da empresa para obter as informações contábeis e fiscais, bem como, analisar as certidões e fazer um plano de aplicação do recurso”, analisou. 

Questionada sobre quais dificuldades se sobrepõem à captação de recursos durante a atual crise econômica, Regina declarou que, além da procura expressiva por linhas de crédito, resultando na escassez das mesmas, ela ainda destacou que a negação do crédito devido a pendências financeiras ou, falta de garantias ou avalistas perante o empréstimo, bem como, impasses nas certidões negativas da empresa ou ausência de documentos contábeis são os pontos principais. 

É essencial que todo empresário faça uma boa gestão do negócio, garantindo um fluxo de caixa estável, além de construir um bom relacionamento com o contador responsável pelas finanças da empresa.

Contudo, entende-se a dificuldade em manter tais exercícios enquanto há o enfrentamento à uma pandemia, destacando a necessidade de um planejamento. 

No geral, a concessão de linhas de crédito se baseia em um cartilha, dispondo sobre um padrão aos casos apresentados.

Podem haver exceções no caso de um histórico positivo e um bom relacionamento com o gerente do banco.

Por outro lado, considerando a escassez dos recursos, conseguir um empréstimo empresarial a esta altura, se tornou questão de sorte. 

Ainda assim, é necessário e importante que as linhas de crédito se mantenham em casos extremos, no intuito de auxiliar ainda que com um valor simbólico, aqueles empresas que não possuem nenhum valor de reserva em caixa.

Uma alternativa de empréstimo oferecido no momento, é o Programa Nacional de Apoio às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (Pronampe), que estabeleceu de regras simples como o limite de faturamento para cada modalidade de empresa, bem como, o prazo para pagamento do empréstimo. 

Sem exigências burocráticas avassaladoras, o único problema referente ao Pronampe se deve à enorme quantidade de solicitações, que não condizem com o valor disponibilizado pelo Governo.

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Fintechs

Portanto, basicamente não há o que se fazer para modificar as regras de concessão do crédito, ainda que este seja um momento crucial para definir a continuidade ou não das atividades operacionais das empresas que sofrem com os impactos da pandemia.

Regina Fernandes disse que, neste momento, as fintechs podem se tornar uma alternativa de crédito, tendo em vista que, muitas atuam perante a captação de recursos junto a pessoas físicas.

Em casos específicos esta ação pode se mostrar mais vantajosa do que as operações realizadas mediante as agências bancárias tradicionais.

Na oportunidade, ela apresentou uma técnica que normalmente ensina aos clientes.

É a distinção das possibilidades em receitas, custos operacionais, capital de giro e ativos tangíveis.

Cada um com características específicas que podem auxiliar na organização do fluxo de caixa.

“Essas são algumas sugestões, mas tudo aquilo que trouxer caixa futuro, é bem-vindo.

Você pode ainda, somente deixar o dinheiro em caixa, mas movimentar a empresa será muito melhor, sempre tendo a visão do retorno do investimento.

Qualquer financiamento tem um custo.

O custo do Pronampe é muito atrativo em relação aos demais, mas tem o seu valor adicional.

Então, é preciso avaliar: quanto tempo de caixa o empreendedor terá fôlego para pagar contas se nenhum dinheiro entrar na empresa?”, destacou a especialista em contabilidade.

Por fim, ela disse que, na falta de recursos oficiais, familiares e amigos sempre podem ser uma alternativa para a aquisição de crédito.

Por mais que se trate de uma negociação ainda mais minuciosa, se feita corretamente, pode ser um ato vantajoso para ambas as partes.

O banco de fomento também pode ser uma alternativa, entretanto há exigências específicas que, no geral, requer um planejamento conciso, além de toda a documentação contábil necessária para assegurar a atividade. 

Por Laura Alvarenga