Gestão financeira pessoal: Aplicativos que inovam e te ajudam a se organizar

PCD

Quem não se lembra de ter visto alguém da família anotando as despesas do supermercado em um caderninho simples? Depois daquela longa compra e fila para pagar, os recibos eram cuidadosamente conferidos e guardados. Se alguém me perguntar como ou onde surgiu esse caderno de finanças, creio que ninguém saberá responder. Mas isso é um conhecimento comum até nos dias de hoje que evoluímos para as planilhas financeiras (Excel) e aplicativos de celular.

O caderninho ajudou muitas pessoas a gerenciar o seu dinheiro, mas de lá pra cá, muitas coisas mudaram. Antes, se as parcelas eram possíveis apenas pelos carnês, muito bem guardados junto com vários documentos no criado-mudo, hoje ficou tão fácil comprar um produto parcelado que com um simples cartão de crédito é possível adquirir os bens desejados. Mas se você usa um cartão de crédito ou débito, sabe o quanto é difícil ver a fatura detalhada sem tê-la na mão. Por isso, sempre precisamos guardar a 2ª via do cartão e mesmo assim, alguns dias depois já esquecemos qual era aquela compra. Não à toa, o cartão de crédito é o principal motivo do endividamento familiar no Brasil, em 78,8% dos casos, de acordo com a última Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), divulgada pela CNC.

É nesse ambiente que entra um novo amigo, o smartphone. Segundo a eMarkerter e a Appannie, estima-se que em 2018 o número de acessos à internet pelo smartphone chegou a 120 milhões de usuários, colocando o Brasil em quinto colocado em volume de pessoas, ficando à frente até dos EUA, que é mais populoso. E segundo o recente Panorama dos Aplicativos Móveis no Brasil, 30% da população brasileira já utiliza os aplicativos dos principais bancos brasileiros. Mas aí vem uma dúvida: mesmo os aplicativos dos bancos sendo tão usados, por que temos tantos problemas de inadimplência? Será que o aplicativo do banco está substituindo corretamente o papel do caderninho da mamãe? E a resposta que vemos é, NÃO. E não será possível enquanto o aplicativo do banco não tiver o foco em gerenciamento.

Hoje, fazer movimentações financeiras como transferências ou pagamentos de contas é o principal motivo para as pessoas utilizarem o aplicativo do banco. Ou seja, infelizmente elas não fazem o gerenciamento para substituir o velho caderninho. 

E no mundo a fora? A mudança está ocorrendo com muita velocidade: são diversos aplicativos, como o chinês 51 Credit Card, o coreano Toss e o americano Mint que oferecem serviços de gestão de contas a pagar e cartão de crédito, produtos de investimento, empréstimos online entre outras funcionalidades que estão mudando a vida das pessoas.

Algumas coisas que esses aplicativos têm em comum: versatilidade no serviço; liberdade na escolha e economia de tempo.  Os aplicativos de finanças vêm inovando os seus serviços e essas inovações propostas, provocam um impacto no cenário atual, no qual os aplicativos dos bancos convencionais têm tentado agir rapidamente sobre estas mudanças. Porém, existe um ponto que eles não conseguem superar os novos aplicativos de finanças: a versatilidade no serviço. Essa versatilidade possibilita maior comodidade para seus usuários, como visualização de saldo bancário, organização de boletos, acompanhar as faturas do cartão de crédito, muitas vezes em um único lugar. Não é mais necessário diversos apps para ter essas facilidades ao toque da mão.

Além disso, a organização das informações em forma simples e objetiva como a dos aplicativos de finanças, ajuda o usuário a economizar seu tempo. Isso torna a gestão financeira pessoal descomplicada e simples, estreitando o relacionamento entre as pessoas e o seu próprio dinheiro.

O mundo está mudando com muita velocidade. Se pararmos para pensar como a minha mãe de 65 anos conseguiu se adaptar a um smartphone, mandar mensagens via whatsapp, assistir aos vídeos do Youtube e compartilhar imagens e mensagens bonitas nas redes sociais, podemos resumir que a inovação que tem versatilidade no serviço, dá a liberdade de escolher o que ela quer, economizar seu tempo e tudo é mais fácil.

Assim, como uma senhora de 65 anos conseguiu se adaptar ao smartphone, nada é impossível para uma pessoa comum se adaptar a um aplicativo de finanças para mudar a sua vida. Mas, claro! Tudo precisa de um primeiro passo. 

Por Bruno Chan, fundador do aplicativo CrediGO