Governadores vão se reunir para debater a crise nos poderes

Governadores vão se reunir nesta segunda-feira (23), para debater a crise nos poderes

Governadores marcaram para esta segunda-feira (23), uma reunião para debaterem a crise entre os poderes Executivo e Judiciário. Será o maior encontro de chefes desde 2019. Os governadores dos 24 estados que vão participar da reunião, pretendem criar um consórcio para buscar fundos para questões ambientais.

Tudo foi combinado pelo whatsapp, pelo aplicativo eles marcaram a reunião, a proposta do encontro veio por parte do governador de São Paulo, João Doria, e de Wellington Dias (PT), do Piauí.

Brasil verde

Além de debater a crise nos poderes, os governadores vão falar sobre o meio ambiente.

“Os governadores propuseram um consórcio pró-meio ambiente, que vai se chamar Brasil Verde. Os governadores que aceitarem participam e se reúnem nesse consórcio, e ele passará a ter via legal para pleitear investimentos de fundos internacionais, especialmente fundos europeus e japoneses”, comentou Doria. O governador de São Paulo comentou que a ideia partiu de Renato Casagrande (PSB), governador do Espírito Santo.

Doria aproveitou para comentar que a “Região Amazônica tinha (investimento de fundos internacionais) e perdeu, dadas as circunstâncias do governo Bolsonaro de ter abandonado os compromissos com o carbono zero e os compromissos com o encontro de Paris.”

A crise nos poderes

A crise começou quando o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) começou a questionar as urnas eletrônicas, dizendo que elas possibilitam a fraude na apuração dos votos. O assunto virou a principal discussão entre a sociedade brasileira e a classe política. Os apoiadores do presidente vão às ruas, aumentando a crise entre Bolsonaro e o Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

As coisas esquentaram ainda mais quando nesta sexta-feira (20), o presidente Jair Bolsonaro (sem partido), cumpriu o que havia prometido, enviou ao Senado um pedido de impeachment do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal. O pedido foi protocolado no fim da tarde.

Além de pedir o afastamento de Alexandre de Moraes do Supremo, Bolsonaro também quer que o ministro não possa concorrer a nenhum cargo público num período de 8 anos.

Bolsonaro é investigado em cinco inquéritos, sendo quatro no Supremo Tribunal Federal e um no Tribunal Superior Eleitoral.

O ministro Alexandre de Moraes determinou, no último dia 4, a inclusão de Jair Bolsonaro como investigado no inquérito que está apurando a divulgação de “fake news”, o que irritou o presidente. O motivo da investigação é justamente o ataque que ele anda fazendo à urna eletrônica e ao sistema eleitoral. Um pedido unanime dos ministros do TSE foi o principal fator para que Moraes colocasse o presidente na posição de investigado.

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