Governo de São Paulo volta atrás e cancela festa do Réveillon

Uso da máscara será ainda mantido sem prazo para liberação

Baseado no parecer elaborado pela Vigilância Sanitária de São Paulo, o prefeito Ricardo Nunes recuou da decisão de manter os festejos da virada de ano na cidade. Com isso, a cidade de São Paulo não terá festa de réveillon na virada de 2021 para 2022. 

Outro ponto que também foi revisto foi o uso das máscaras. Elas continuarão sendo obrigatórias na capital paulista, mesmo em ambientes abertos. Isso porque, um estudo feito pela vigilância sanitária mostrou que é preciso continuar usando os itens de proteção individual. 

A princípio, a cidade de São Paulo seguiria o cronograma do governo do estado, que previa a flexibilização do uso de máscaras a partir de 11 de dezembro. Mas, a prefeitura ainda esperava um estudo para definir a data. Com a análise em mãos, a retirada das máscaras será adiada. 

O mesmo estudo feito pelo município indicou que é importante evitar aglomerações e, por isso, foi cancelado o réveillon na Avenida Paulista. A prefeitura previa que o evento pudesse ser realizado, ou não, mediante à situação epidemiológica da cidade. 

Ômicron tem ocorrência em São Paulo 

O estado de São Paulo já registrou até o momento três casos de pessoas com a Ômicron, variante da Covid-19. A agência de saúde informou que exames preliminares feitos pelo laboratório Albert Einstein comprovaram a presença da variante em testes de dois brasileiros — um homem e uma mulher — vindos da África do Sul, que desembarcaram no Aeroporto de Guarulhos no dia 23 de novembro.

Na tentativa de evitar que o vírus se espalhe com muita rapidez, a prefeitura de São Paulo vai entrar com um pedido na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para reduzir o intervalo entre a segunda dose da vacina contra a covid-10 e a dose de reforço. 

O secretário municipal de Saúde, Edson Aparecido, declarou que a ideia é ampliar a cobertura vacinal da população com a terceira dose e está estudando diminuir o tempo entre a segunda e a terceira dose. Atualmente o intervalo é de cinco meses. O plano é reduzir esse tempo para quatro meses.

Quanto ao Rio de Janeiro, até o momento o Prefeito Eduardo Paes confirma a realização do réveillon com a queima de fogos na Praia de Copacabana.

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