Nesta terça-feira, 15 de setembro, o presidente da república Jair Bolsonaro, afirmou que o congelamento de aposentadorias ou ainda a redução em programas sociais como o BPC para viabilização do Renda Brasil devem ser descartadas e a discussão deve ser encerrada até 2022.

O presidente disse em suas redes sociais que “Jamais vou tirar dinheiro dos pobres para dar para os paupérrimos. Quem, por ventura, vier a propor para mim uma medida como essa, eu só posso dar um cartão vermelho. É gente que não tem o mínimo de coração, não tem o mínimo de entendimento [de] como vivem os aposentados no Brasil”.

Já havia alguns meses em que o governo vinha buscando alternativas de financiar e viabilizar o Renda Brasil, substituto do Bolsa Família.

Entretanto, devido as restrições orçamentárias, havia certa dificuldade para o atendimento à demanda esperada por Bolsonaro.

No mês de agosto, a equipe econômica do governo sugeriu a extinção de alguns programas sociais, pois de acordo com a equipe os benefícios são ineficientes, como:

  • Abono Salarial
  • Seguro Desefo
  • Salário-Família
  • Farmácia Popular

Entretanto os planos da equipe econômica desagradaram o presidente, que deu por suspenso o debate sobre o Renda Brasil na ocasião.

Desde então diversas alternativas vinham sido discutidas, um dos caminhos que ganhou maior repercussão aconteceu nos últimos dias com a possibilidade de congelamento das aposentadorias e pensões do INSS.

O presidente ainda rebateu que “pode ser que alguém da equipe econômica tenha falado sobre este assunto. Pode ser. Mas, por parte do governo, jamais vamos congelar salário de aposentados, bem como jamais vamos fazer com que o auxílio para idosos e pobres com deficiência seja reduzido para qualquer coisa que seja”.

“E última coisa, para encerrar: até 2022, no meu governo, está proibido falar a palavra Renda Brasil. Vamos continuar com o Bolsa Família e ponto final”, concluiu.

Com informações InfoMoney, adaptado por Jornal Contábil