Governo pretende liberar até R$ 1.000 na Caixa Tem para o Bolsa Família

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O Governo Federal pretende criar um programa de microcrédito para quem recebe o Bolsa Família. Os empréstimos poderão ser entre R$ 500 até R$ 1.000. Para ter direito ao microcrédito será necessário que a pessoa se encaixe nos critérios exigidos.

A medida será uma forma de suprir a falta do auxílio emergencial que termina agora em 31 de dezembro de 2020.

Foto: Agência Brasil

Outras medidas estão sendo estudadas pelo governo, entre elas, o auxílio-creche de R$ 52,00 por mês e prêmios de R$ até R$ 1.000 para os alunso que tiverem excelente desempenho escolar.

Entretanto, os recursos para o microcrédito ainda não foram definidos pelo governo, se virá do orçamento da União ou da Caixa Econômica Federal.

Entenda como funciona o microcrédito para quem tem o Bolsa Família

Orçamento para o microcrédito deverá ser de até R$ bilhões, mas o governo não pretende ultrapassar esse valor.

Pedro Guimarães, presidente da Caixa, disse que a ideia da Caixa é transformar o Caixa Tem em um banco digital, fazendo uma oferta inicial de ações. Também está nos planos do banco, oferecer o microcrédito, com empréstimos de até R$ 1.000.

Desse modo, se o governo optar por direcionar recursos do orçamento para o programa, a ideia é que um novo fundo seja estruturado, devendo ter os mesmos moldes que foi criado o Pronampe (Programa Nacional de Apoio às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte).

Ministério da Cidadania já oferece microcrédito

Porém, o Ministério da Cidadania já oferece o microcrédito para os inscritos no Cadastro Único e beneficiários do Bolsa Família que poderão ter a possibilidade de acesso a um microcrédito orientado por meio do programa Progredir.

Sendo assim com o programa, os beneficiários também poderiam fazer cursos gratuitos de capacitação profissional.

O Ministério da Cidadania avalia que o nível de adesão, tanto aos cursos quanto ao microcrédito, ainda é baixo. Afinal, os participantes do Cadastro Único e os beneficiários do Bolsa Família não encontraram incentivos para se capacitar.

Um outro detalhe é que, os bancos parceiros do programa de microcrédito não recebem demandas dos participantes ou mesmo outros incentivos para oferecer os empréstimos.

Edição por Jorge Roberto Wrigt Cunha – jornalista do Jornal Contábil