Uma empresa que presta serviços de contabilidade pública em Boa Vista teve o sistema hackeado e os arquivos criptografados. Os invasores exigem $ 1,2 mil dólares convertidos em bitcoin para liberar os dados, segundo denunciou um funcionário da firma à Polícia Civil nesta segunda-feira (1º).

Os hackers deixaram mensagens em espanhol e inglês no sistema da empresa onde informam sobre o ataque cibernético. O texto contém ainda informações, de forma autoexplicativa, sobre como proceder para liberar os dados. O caso foi registrado no 1º Distrito Policial.

“Eles criptografaram todos nossos bancos de dados. Nossa empresa presta serviço de contabilidade pública. Ao longo de dez anos fomos juntando nossos arquivos. Cada ano, fazemos um banco de dados. Quando ocorreu isso [hackear], a nossa base [sistema] ficou corrompida”, explicou o funcionário.

“Caso contrário, no dia 3 de outubro, o valor será dobrado. Prestamos serviços para prefeituras e câmaras municipais. Então, essas instituições têm Portal da Transparência e prestam contas mensais [de gastos públicos]. Todo nosso trabalho deste ano terá de ser refeito em um mês por conta dessa invasão no nosso sistema”, estima.

O funcionário revelou ainda ter entrado em contato com desenvolvedor do sistema contábil usado pela empresa, e teve a confirmação de que o ocorrido foi de fato uma a invasão cibernética.

“Ele disse ser comum este tipo de crime no Brasil e que vem ocorrendo muito. Não temos certeza da nacionalidade de um hacker desse. De onde age. Acredito que não é de Boa Vista”, afirma.

Conforme o funcionário, ele disse que será feito uma perícia no sistema contábil no equipamento invadido.

Mensagem

Na mensagem deixada dentro do sistema contábil da empresa, os hackers escreveram em espanhol: “Nós sentimos, mas seus arquivos foram criptografados”.

“Não se preocupe, podemos ajudar a recuperar todos os seus arquivos”, diz outro trecho da mensagem, que ainda tem um cronômetro do tempo para pagamento.

Para não deixar dúvidas do ataque cibernético e do sequestro de dados, os invasores elaboraram um texto com perguntas e respostas e deixaram o método a ser adotado para recuperar os arquivos. Com G1-RR

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