Um dos problemas criados pela crise da pandemia do novo coronavírus é a falta de emprego, segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) quase nove milhões de pessoas ficaram desempregadas no segundo trimestre deste ano, por causa das medidas rígidas de contenção da pandemia do novo coronavírus no Brasil.

Enquanto isso, o número de pessoas trabalhando, caiu para 9,6% no período, em relação ao trimestre passado, o que representa 8,876 milhões a menos. Sendo a maior redução desde o início da série histórica, em 2012. Em relação ao segundo trimestre de 2019, o recuo foi de 10,7% (10 milhões de pessoas a menos), também um recorde.

Atualmente a taxa de desemprego no país está em 13,3%, a maior em três anos (12,8 milhões de pessoas).

Adriana Beringuy, analista da pesquisa, disse que, a taxa de desemprego subiu por causa da redução da força de trabalho:

“Essa taxa é fruto de um percentual de desocupados dentro da força de trabalho. Então como a força de trabalho sofreu uma queda recorde de 8,5% em função da redução no número de ocupados, a taxa cresce percentualmente mesmo diante da estabilidade da da população desocupada”, explicou a analista.

Trabalhadores com carteira assinada

O número de pessoas com carteira assinada caiu para 8,9%, se formos comparar com o primeiro trimestre (em comparação com o mesmo período em 2019, quando foi de 9,2% menor nível da série).

Informais

Também teve queda, chegando ao menor nível (8,6 milhões de pessoas), queda de 21,6%, no trimestre anterior foi de 24,9% em relação ao mesmo período do ano passado.

Quem trabalha por conta própria

Caiu para 21,7 milhões de pessoas que trabalham por conta própria. Uma redução de 10,3% se compararmos tanto ao trimestre anterior quanto a igual período de 2019.

Domésticos

Em relação aos domésticos, a categoria somou 4,7 milhões de pessoas, menor nível da série, com uma queda de recorde em relação ao trimestre passado que foi de 21,0% e a igual período em 2019 que chegou a 24,6%.

Pesquisa

A Pnad Contínua é realizada em 211.344 casas em cerca de 3.500 municípios. O IBGE considera desempregado quem não tem trabalho e procurou algum nos 30 dias anteriores à semana em que os dados foram coletados.