Impactos da pandemia ameaçam a aposentadoria. Entenda

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Com o crescente número de desempregados, o processo de recolhimento da previdência fica prejudicado.

O atual cenário do Instituto Nacional de Segurança Social (INSS), se encontra pessimista no que se refere à aposentadoria. Isto porque, os impactos econômicos gerados pela pandemia do covid-19 fez com que a taxa de desemprego crescesse no Brasil, consequentemente, muitos acabaram sem condições de contribuir.

Ainda nesse sentido, a partir de abril de 2020, a quantia arrecadada pela previdência apresentou uma queda de 32% quando comparada ao mesmo mês em 2019, mostrando uma queda de R $36,3 bilhões para  R $24,7 bilhões. Embora estes números tenham demonstrado uma recuperação em agosto, o comparativo com 2019 ainda apresenta uma queda. 

Em razão disso, o valor total recolhido em 2020 sofreu uma redução de R $13.325.704, em comparação com o ano anterior. 

Além disso, cabe analisar, que muito se deve ao fato da população idosa compor o grupo de risco, fazendo parte da alta taxa de mortes, tendo em vista, que grande parte dos contribuintes se encontram nessa faixa etária. 

Reforma da Previdência

Além dos motivos de renda já citados, outra grande problemática, seria as regras de acesso à aposentadoria, a partir da reforma da previdência de 2019 em que foram colocadas exigências nas quais dificultam o cidadão a exercer esse direito, segundo a presidente do Instituto de Direito Previdenciário (IBDP), Adriane Bramante. Isto porque, aquele que não conseguiu contribuir, não conseguirá realizar os pagamentos referentes ao tempo que deixou de fazer o recolhimento previdenciário.

Sendo assim, o beneficiário que já tem idade mínima para se aposentar (61 anos mulheres e 65 anos homens), mas não atendeu a carência de 15 contribuições, será diretamente impactado.

Cabe salientar, que segundo uma pesquisa da Universidade Federal de Minas, a esperança de vida pós pandemia, caiu cerca de 1,6 ano. Nesse cenário haveria uma melhora no cálculo do valor da aposentadoria, o que não ocorre mais devido à reforma feita em 2019.

Conteúdo por Lucas Machado