Importação da vacina Sputnik V é autorizada com restrições, entenda

Sete estados brasileiros foram autorizados a importar de forma excepcional, a vacina Sputnik V. A decisão foi tomada pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) durante a 9ª Reunião Extraordinária Pública da Diretoria Colegiada.

A vacina batizada com o nome do primeiro satélite espacial soviético, lançado em 1957, é fabricada na Rússia e aplicada em duas doses, com 21 dias de intervalo entre elas. 

Segundo o Centro Nacional de Pesquisa de Epidemiologia e Microbiologia Gamaleya, responsável pelo desenvolvimento do imunizante, a taxa de eficácia é de 97,6%.

Para a prevenção de casos graves e mortes pela doença, a eficácia chegou a 100% após 21 dias da aplicação da primeira dose. Ela já foi utilizada em mais de 67 países.

Anteriormente, a importação da vacina Sputnik V havia sido negada pela Anvisa, que alegou falta de informações sobre eficácia e segurança, dentre outros motivos. Diante disso, para autorizar o uso do imunizante no país, a Anvisa estabeleceu uma série de condições que conheceremos a seguir. 

Regras 

Para orientar os estados, a Anvisa estabeleceu regras por meio do Circuito Deliberativo nº 539/2021. Assim, os lotes dos imunizantes importados somente poderão ser destinados ao uso após liberação pelo Instituto Nacional de Controle de Qualidade em Saúde (INCQS).

Foto: Agência Brasil
Foto: Agência Brasil

Depois disso, a vacina poderá ser aplicada apenas em indivíduos adultos saudáveis. Mulheres grávidas ou em idade fértil, assim como as pessoas com doenças não controladas não devem receber o imunizante. 

Para acompanhar os resultados da imunização, os estados devem fazer relatórios periódicos de avaliação da vacina e enviar para a Anvisa e, diante da avaliação de benefício/risco, o uso do imunizante também pode ser suspenso.

Para que seja feito o controle dos lotes de imunizantes e o monitoramento dos vacinados, a previsão é de que apenas 1% da população de cada um dos estados receba o imunizante. Veja quem receberá as doses e a quantidade prevista inicialmente: 

Pará – 174 mil doses;

Goiás – 142 mil doses;

Paraíba – 81 mil doses;

Rio Grande do Norte – 71 mil doses;

Mato Grosso – 71 mil doses;

Rondônia – 36 mil doses;

Amapá – 17 mil doses;

No começo deste mês também haviam ganhado o direito de importação a Bahia, Maranhão, Sergipe, Ceará, Pernambuco e Piauí. As primeiras doses da vacina Sputnik V contra a covid-19 devem chegar ao país no início de julho. 

Vacinação no Brasil

Para combater à covid-19, o país disponibiliza atualmente as vacinas Coronavac (Sinovac/Butantan), AstraZeneca/Oxford/Fiocruz e a da Pfizer/Biontech. Balanços recentes demonstram que já foram aplicadas 80.268. 207 doses.

Segundo o Ministério da Saúde, as vacinas são distribuídas de acordo com as estimativas populacionais dos grupos prioritários definidos pelo Plano Nacional de Operacionalização da Vacinação Contra a Covid-19 (PNO).

Também é levando em conta o quantitativo de doses disponibilizadas pelos laboratórios que fabricam os imunizantes a cada semana. Desta forma, a previsão do Ministério da Saúde é que toda a população-alvo, que totaliza 160 milhões de pessoas, seja imunizada até o final de 2021.

“Estamos trabalhando em conjunto com estados e municípios para alcançar esse objetivo. A nossa preocupação é garantir a entrega das doses e dar celeridade ao avanço da campanha no País”, finalizou o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga.

Por Samara Arruda

Comentários estão fechados.