A maneira de motivar as pessoas nas empresas precisa ser revista, entenda.

A definição de management 3.0 foi um princípio idealizado pelo escritor holandês Jurgen Appelo e atualmente difundido em todo o mundo.

A liderança e management 3.0 tem como pilar a capacitação em gestão de equipes e como esse conceito pode auxiliar líderes a alcançar resultados mais positivos junto ao time.

Quando falamos sobre resultados positivos é muito importante destacar que não inclui apenas metas cumpridas e resultados entregues.

Mas o nível de satisfação, saúde mental e engajamento entre colaboradores, líder e empresa.

A liderança e management 3.0, carrega traços desse modelo de gestão com propósito de direcionar o líder a assumir novos comportamentos e a se portar como um facilitador para que os objetivos sejam alcançados.

Entender sobre competências e delegar tarefas

Um líder na gestão 3.0 vai difundir o conceito ágil, além de direcionar o seu time considerando as competências individuais.

Parece simples, certo? Mas não é.

Muitas vezes, o que o colaborador considera um determinado ofício ser a sua competência, mas não é, e o líder já observou isso.

De repente outra pessoa pode realizar essa tarefa com mais eficácia.

  • Como comunicar essa informação sem ofender e delegar tarefas com assertividade?
  • Como manter a equipe mais focada no compromisso com o time do que com o próprio ego?

Além de uma excelente abordagem e comunicação, o líder precisa conhecer os integrantes do time, saber como abordar cada um, inclusive o que é “motivador” para pessoas diferentes, mas com propósitos em comum dentro da empresa.

Na prática, liderar envolve inúmeros desafios.

Além de estar á frente de uma equipe, destacamos que existem individualidades.

O produto do líder (pessoas) é mutável, ou seja, terá que existir flexibilidade, empatia e engajamento mútuo, de ambas as partes.

Estímulos e empoderamento

No modelo antigo de liderança, o gestor era responsável por traçar caminhos para o time, criava regras que deveriam ser seguidas para que os resultados fossem alcançados.

No entanto, o novo perfil de liderança delega a cada colaborador a liberdade de aplicar o seu conhecimento e seguir a direção que achar melhor.

O líder ciente dessa situação e autonomia do colaborador, terá a missão de oferecer as ferramentas para que o time mantenha-se seguro e comprometido com os propósitos.

O líder inspira, apoia e direciona.

Um grande desafio que vai exigir comunicação assertiva e tempo para conhecer cada integrante.

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Liderança

Como motivar pessoas? Empresas fazem da maneira certa?

A grande questão está aí.

Quando falamos sobre motivação, muitas empresas ainda consideram que a recompensa, sobretudo a financeira, é a melhor alternativa para a entrega dos resultados que deseja.

Porém, inúmeros estudos da ciência comportamental, já evidenciam há um bom tempo que a visão tarefa-recompensa, principalmente a financeira, pode sim funcionar, mas em situações específicas.

Como, por exemplo, quando a equipe possui um único foco, ou seja, atividade mecânica, e não um projeto que deve incluir com harmonia competências humanas distintas.  

Para resolução de temas complexos e que exigem maior competência cognitiva, geralmente o dia a dia das organizações ao entregar um projeto, a motivação financeira ou punitiva, no lugar de contribuir, diminui o progresso.

Nesse vídeo (aqui) o advogado, Dan Pink, especialista em carreira, fala sobre a ciência humana por trás da motivação.

Embora os estudos mencionados não sejam novos, é incrível observar que até hoje as empresas insistem em apostar nas mesmas estratégias de recompensa.

Em liderança management 3.0 o Google é sempre um excelente exemplo de autonomia em gestão.

A empresa disponibiliza para o colaborador 20% do seu tempo diário para fazer o que bem quiser.

Resultados? Exatamente dentro desse período ocorre o maior pico de criatividade e insights para criação de produtos como Gmail, Orkut, Google News, dentre outros.

No campo da neurociência existem estudos robustos que relacionam a liberdade a um maior potencial criativo.

A Autogestão das próprias tarefas faz com que a pessoa direcione o seu impulso criativo para quando sentir-se a vontade ao longo do dia, eliminando regras para esse momento.

Confira a matéria sobre o estudo aqui.  

Princípios básicos para despertar a automotivação:

Autonomia – permitir a autogestão entre os colaboradores, oportunidade de escolha e decisão por conta própria;

Domínio – oferecer todas as ferramentas necessárias para que colaborador tenha domínio da sua missão na empresa, levando em conta suas competências e habilidades;

Desejo – a organização deve despertar propósitos claros na cultura, com definições claras tanto, no âmbito interno, como socialmente.

O ‘desejo’ nesse caso é o de ‘fazer parte’ e orgulho de vestir a camisa.

Por trás da inserção dessas características no time, obviamente há um preparo e treinamento, mas o impasse não é esse.

A mentalidade da gestão  ou liderança pode precisar de reforma para  apoiar genuinamente essa iniciativa na empresa, pois a ideia necessita fazer parte da prática e cotidiano da organização.

É nessa tarefa que a Plano Consultoria se compromete – Como aplicar recursos da ciência comportamental e humana para o negócio expandir constantemente e ser apoiado por seu maior alicerce: os colaboradores.