Imposto de Renda: médicos deverão seguir regras diferenciadas

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Em 2015 o FISCO está em cima para reduzir o número de declarações retidas na malha fina. E, para isso, oferece ferramentas que facilitem o processo de preenchimento e entrega dos relatórios.

Neste ano, por exemplo, entre as mudanças estão: o rascunho do IR, que possibilita a importação dos dados para o programa de declaração e, ainda, o dispositivo que possibilita salvar a declaração na nuvem própria da Receita Federal e retomar e finalizar, posteriormente, em outro computador, por exemplo. Outra novidade para este ano é a obrigatoriedade do cadastro do CPF para dependentes com 16 anos ou mais.

Enfim, muitas são as mudanças em torno da declaração do Imposto de Renda para fechar o cerco e evitar problemas com o Leão. Mas novas medidas com mudanças para as declarações realizadas em 2016 já foram anunciadas neste ano a fim de informar o contribuinte para que se organize ao longo do ano com os documentos a serem declarados no IR de 2016.

De acordo com a Secretaria da Receita Federal, a partir deste ano os médicos deverão seguir regras diferenciadas: terão de informar mensalmente no Carnê-Leão o CPF e os valores pagos pelos pacientes, ou seja, pessoas físicas. Esses dados ficarão armazenados e disponíveis para a declaração do IR em 2016, referente ao ano base de 2015.

Antes desta mudança, os médicos eram obrigados a informar somente o valor total recebido mensalmente de pessoas físicas, sem a necessidade de detalhar o número do CPF dos pacientes que tinham realizado o pagamento.

O objetivo da mudança é diminuir o número de contribuintes na malha fina. Para o especialista Silvinei Toffanin, diretor da Direto Contabilidade, Gestão e Consultoria, quanto maior o cruzamento dos dados e informações, menor o risco do contribuinte cair nas “garras do Leão”. Assim, evitam-se problemas futuros com o Fisco para comprovar os valores gastos nas despesas declaradas.

Toffanin sugere que os médicos comecem, desde já, a preparar as informações mês a mês com o preenchimento do programa do carnê-leão e não deixar para o ano que vem para correr atrás de dados de pacientes e preencher o programa posteriormente.

O especialista orienta que os profissionais da área médica baixem o programa do Carnê-Leão e preencham com todos os dados de apuração do imposto corretamente, ou seja, lançar todos os recebimentos de cada mês identificando as fontes pagadoras com CPF e CNPJ. É importante ainda lançar todas as despesas dedutíveis para fins de livro caixa e recolher o DARF com o código 0190 no final do mês subsequente ao de apuração.

Toffanin explica que se contribuinte fizer este trâmite, economizará tempo na declaração do ano que vem, em 2016, além de apurar o imposto em conformidade com o programa.

(Com Informações da agência IN)

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