São diversas as causas da incontinência urinária, e os tratamentos variam de acordo com histórico e estilo de vida de cada paciente, que deve ter voz ativa na decisão.

A incontinência urinária é a perda involuntária de urina. Ela pode ocorrer por algumas causas, entre as principais, a incontinência urinária aos esforços (IUE) que ocorre quando a paciente exerce algum esforço e concomitante há a perda de urina.

A intensidade e o desencadear da perda pode variar de paciente para paciente.

Algumas mulheres perdem urina pelo simples movimento de levantar da cadeira, enquanto outras precisam de atividades como pular para que essa perda ocorra.

A IUE decorre do enfraquecimento e perda da elasticidade do tecido de sustentação do assoalho pélvico.

Isso acontece por motivos variados, como gravidez, parto, obesidade, menopausa e claro, o próprio envelhecimento.

Independente do grau da incontinência essa situação, apesar de não trazer consequências para a saúde da paciente, diminui qualidade de vida e compromete o bem-estar.

O tratamento vai de cirurgia até alternativas menos invasivas. Para tratar a incontinência urinária temos a cirurgia com sling, que é uma “tela” artificial que sustenta a uretra (canal por onde a urina passa).

Temos ainda procedimentos não cirúrgicos como laser CO2 vaginal, fisioterapia e até mesmo a mais recente novidade para essa patologia: a BTL Emsella.

Apesar da cirurgia ter uma taxa de sucesso entre 80 a 90%, muitas pacientes têm receios de um procedimento cirúrgico ou até mesmo não podem ser submetidas a eles por problemas de saúde.

Principalmente nesses casos e ainda, como primeira opção para tratamento, temos essas alternativas menos invasivas.

O laser ginecológico é uma opção

A irradiação do tecido vaginal com laser leva a um estímulo da produção de novo colágeno tensor.

A fisioterapia fortalece a musculatura pélvica e consequentemente, melhora a intensidade da incontinência.

A BTL Emsella, por sua vez, é uma cadeira que possui uma tecnologia eletromagnética de alta intensidade focalizada denominada HIFEM, que causa a estimulação muscular profunda e intensa do assoalho pélvico e da bexiga.

Oferecer uma alternativa indolor, ambulatorial, não invasiva e de fácil acesso às portadoras de incontinência urinária tem como objetivo recuperar o controle urinário, resgatar a qualidade de vida, a autoestima e a segurança emocional.

São tratamentos de alta tecnologia, sem custos de internação ou de cirurgia, e que não resultam em perda de tempo ativo profissional ou pessoal.

Por Dr. Rodrigo Ferrarese, especialista é formado pela Universidade São Francisco, em Bragança Paulista.