Inflação fecha em 0,87% em agosto, a maior taxa do mês dos últimos 21 anos

Desde o mês de março, o IPCA acumulado em 12 meses tem ficado cada vez acima do teto da meta que havia sido estabelecida pelo governo

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (IPCA) indicador utilizado para calcular a inflação do país, ficou em 0,87% no mês de agosto. os dados foram divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quinta-feira (9).

Este é o maior valor para o mês de agosto desde o ano 2000, a título de comparação a variação mensal de agosto do ano passado foi de 0,24%. Com isso, o indicador acumula altas de 5,67% no ano e de 9,68% para os últimos 12 meses, acima do registrado nos 12 meses anteriores que ficou em 8,99%.

IPCA acumulada

Desde o mês de março, o IPCA acumulado em 12 meses tem ficado cada vez acima do teto da meta que havia sido estabelecida pelo governo para a inflação deste ano, que estava prevista para 5,25%.

Ainda segundo dados divulgados pelo IBGE, em agosto, o indicador cumulado nos 12 meses ficou 10% acima em 8 das 16 regiões pesquisadas.

Inflação acumulada nos últimos 12 meses

MêsAcumulo do mês
Agosto de 20202,44%
Setembro de 20203,14%
Outubro de 20203,92%
Novembro de 20204,31%
Dezembro de 20204,52%
Janeiro de 20214,56%
Fevereiro de 20215,20%
Março de 20216,10%
Abril de 20216,76%
Maio de 20218,06%
Junho de 20218,35%
Julho de 20218,99%
Agosto de 20219,68%

O grupo de transporte foi o que teve a maior alta do mês, fechando em 1,46%, a alta veio em decorrência dos preços dos combustíveis. O impacto desse segmento também ficou acimado índice geral (0,31 p.p).

Frente a esse grupo, a maior influência ocorreu devido à gasolina que teve uma alta de 2,80%, com o impacto individual, e em sequência vêm o etanol 4,50%, gás veicular 2,06% e o óleo diesel 1,79%.

Segundo dados apurados pelo IBGE, dos nove grupos de produtos e serviços pesquisados pelo instituto, 8 tiveram alta no mês de agosto.

O grupo Alimentação e Bebidas vem logo atrás com a segunda mais contribuição do mês, com alta de 1,39% e impacto geral de 0,29 p.p.

Confira o resultado para cada um dos grupos pesquisados:

  • Alimentação e bebidas: 1,39%
  • Habitação: 0,68%
  • Artigos de residência: 0,99%
  • Vestuário: 1,02%
  • Transportes: 1,46%
  • Despesas pessoais: 0,64%
  • Educação: 0,28%
  • Comunicação: 0,23%
  • Saúde e cuidados pessoais: -0,04%

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