INSS: Empréstimo consignado pode começar a exigir confirmação por biometria

O empréstimo consignado é uma alternativa na vida dos aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Mas, muitas vezes, o empréstimo acaba comprometendo o salário do aposentado. Por causa disso, existe a intenção de utilizar o serviço de biometria para evitar fraudes, ou contratações sem consentimento. A proposta foi comentada pelo presidente do órgão, Leonardo José Rolim.

Atualmente, os aposentados do INSS são os mais bombardeados por operadoras oferecendo o empréstimo consignado.

Segundo Rolim, o número de assédio pelo consignado vem crescendo consideravelmente, principalmente porque empresas que trabalham com o oferecimento de crédito, conseguem ter acesso aos dados dos beneficiários nas bases eletrônicas do INSS.

Enquanto isso, o Instituto não consegue explicar o vazamento das informações.
O cidadão que for incomodado com ofertas pode pedir o bloqueio das ligações na justiça e até mesmo cobrar ao INSS sobre a liberação de seus dados.

Detalhamentos sobre o uso da biometria no INSS

O presidente da autarquia respondeu a questionamentos em audiência da Comissão de Fiscalização Financeira e Controle da Câmara dos Deputados, que queria saber como os dados são vazados. Muitos segurados do INSS tem suas informações expostas.

Os vazamentos permitem que empresas bancárias que ofertam empréstimo consignado comecem a assediar os segurados do Instituto, com frequentes ligações ofertando o produto.

Para evitar os assédios, o INSS quer adotar a biometria para dar mais segurança aos aposentados e pensionistas.

O presidente do INSS, Leonardo José Rolim, admitiu que também é assediado por empresas bancárias.

“Sou servidor da Câmara e também recebo assédio de pedidos de consignados quase que diariamente. Em geral, isso é feito por correspondentes bancários, e é algo que ainda ocorre em larga escala”.

Sendo assim há um estudo para que a proposta de usar a biometria seja posta em prática. Para isso acontecer, a administração do INSS busca por alternativas para resolver o problema.

“A possibilidade de utilizar tecnologia de confirmação biométrica que já é usada para a prova de vida, para que o aposentado pensionista confirme o empréstimo consignado”.

Ele sabe que a cada dia que passa o assédio pelo consignado vem crescendo consideravelmente, e também admite que não consegue identificar o motivo pelo qual há vazamento de dados nas bases eletrônicas do INSS.

Edição por Jorge Roberto Wrigt Cunha – Jornalista do Jornal Contábil

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