Investidores buscam alternativas com maior rentabilidade diante da taxa Selic

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O Copom de Política Monetária (Copom), do Banco Central (BC), manteve a taxa Selic a 2% ao ano atualizada em 28 de outubro.

Com isso, os investimentos em renda fixa, como a Poupança, CDBs (Certificado de Depósito Bancário) e alguns títulos do Tesouro Direto passaram a render apenas 1,4% ao ano, porque muitos deles acompanham de perto a taxa básica de juros – Selic.  

Esse percentual acaba sendo igual ou menor que a inflação (Índice Nacional de Preços ao Consumidor – IPCA), com alta de 0,86% em outubro, acumulada em 3,92%, segundo o Instituto Brasileiros de Geografia e Estatística (IBGE).

Para Moacy Veiga, especialista no mercado financeiro, com 20 anos de experiência, e CEO do Kinvo, aplicativo que consolida investimentos de bancos e corretoras em um só lugar, é preciso colocar o tema investimentos na agenda de educação financeira nacional. 

“Os que não se arriscarem em novos tipos de aplicações, além de perder o poder de compra diante da inflação, nos próximos 20 ou 30 anos, ficará sem nenhuma reserva financeira significativa”, avalia Veiga.

Contudo, a decisão exige muito estudo e análise de mercado, para selecionar a melhor possibilidade conforme perfil do investidor. Para começar, é preciso eliminar qualquer tipo de dívida e se programar para o retorno a longo prazo. Conheça algumas opções: 

Crowdfunding para investir em startup

Uma das alternativas está no crownfunding, apesar de parecer algo distante, já é possível se tornar investidor de uma startup. No entanto, essa pode ser mais uma alternativa para variar investimentos.

Existem plataformas que fazem a captação por meio de crowdfunding de investimento, como a Captable.

investimento
Financial advisor with colleague

Os valores mínimos de investimento são menores do que em outras modalidades, assim, não é necessário possuir alto patrimônio para obter uma participação, e o investidor recebe ações da empresa, que podem valorizar significativamente a médio e longo prazo.

Neste momento, por exemplo, a Vulpi, startup especializada no recrutamento de TIs, está com captação aberta e planeja crescer 10 vezes em 3 anos com o investimento.

Crowdfunding imobiliário

Outro modelo de crowdfunding que tem se destacado é o imobiliário. Com a baixa da Selic, a INCO quer democratizar o investimento de imóveis a todos os públicos. A fintech, que conta com investidores de 18 a 80 anos, aceita valores a partir de mil reais, fomentando ainda mais a entrada de pessoas consideradas “comuns” ao mercado financeiro.

Com 1.300 investidores ativos na base, a startup teve um crescimento expressivo no número de funcionários: passou de dez funcionários no início de 2020 para uma equipe com 25 profissionais, contratando desde cientistas de dados até consultores de investimento.    

Boleto do Bem

Já no setor de consórcios, que segue em alta, mesmo com a crise. Conhecido como “poupança turbinada”, oferece, em um único produto, muitas possibilidades, como ferramenta de poupança, uma vez que, mensalmente, você paga o boleto e tem o dinheiro aplicado para realizar um sonho ou conquistar um objetivo; modalidade de crédito, pois quem entra em um consórcio com pressa em liberar o dinheiro, pode ofertar um lance com percentuais próximos ao que seria a entrada no financiamento; e produto de investimento, já que oferece rentabilidade da carta contemplada e atualizações anuais do crédito. 

“As condições financeiras são as principais razões de quem não consegue investir. Assim, o consórcio se consolida como um ‘boleto do bem’, que ajuda a poupar dinheiro e evita que ele seja usado para outro objetivo”, diz Lorelay Lopes, head de Negócios do UP Consórcios, fintech da Embracon. “Além disso, o UP é o único do mercado a oferecer taxa zero até a contemplação”, completa a executiva.