Investimento em moeda forte colabora para diversificação da carteira

O investidor não deve apenas pensar na aquisição da moeda, mas buscar negócios que sejam dolarizados

A recente oscilação do dólar, que sofreu forte queda entre os meses de março e abril, chegando a ficar abaixo de R$ 5 e que agora voltou a esse patamar, não deve desestimular os investidores, na opinião de Leandro Otávio Sobrinho, empreendedor brasileiro e sócio fundador da Raise Investor, empresa que atua com investimentos no mercado imobiliário dos, EUA.

Para ele, diversificação é a palavra-chave para quem deseja investir. E isso não significa só mudar para aplicação em renda variável ou renda fixa, mas mudar de economia, de posicionamento de mercado, de modo que investir em dólar é uma estratégia e uma opção de proteção. “A moeda americana é forte, o mercado respeita muito esse movimento, porque em qualquer turbulência, a primeira coisa que o investidor faz é ter parte do seu patrimônio dolarizado para se proteger”, recomenda.

Segundo Leandro, são diversos fatores que contribuem para essa volatilidade do dólar. O primeiro deles, que justifica a queda significativa que a moeda teve neste ano, foi o aumento do valor das commodities. “O Brasil é um país que atrai investidores pelas suas commodities, então isso atraiu bastante capital. Outro ponto foi o aumento da taxa básica de juros que também atrai esse outro perfil de investidor, já que as taxas praticadas nos Estados Unidos são mais baixas, o que também faz os emergentes se destacarem”, enumera.

Por outro lado, ele considera a recente alta na taxa de juros básica feita pelo FED, o Banco Central americano, deve reverter o fluxo de investimentos para os Estados Unidos, pois os investidores preferem aplicar seus recursos em uma economia mais segura, especialmente pelo fato de o Brasil estar em um ano eleitoral, com indefinições sobre a condução dos rumos econômicos do País.

Opções

Leandro Sobrinho ressalta que os Estados Unidos é um país que não impõe dificuldades para investidores estrangeiros. Desde abrir uma conta bancária para ter liquidez e até mesmo utilizar em viagens de férias até para abrir uma empresa de gestão de patrimônio ou participar de fundos de investimentos, compra de imóveis ou participação em projetos de incorporação, como os conduzidos pela Raise Investor, mas sempre orientado por um contador licenciado para ter um planejamento e estar dentro das normas.

A Raise Investor atua no desenvolvimento de projetos residenciais com a construção de casas na região central da Flórida.

O empreendedor brasileiro afirma que investir em imóveis nos EUA pode trazer diversos benefícios para brasileiros que buscam uma renda passiva. “É uma forma de rentabilizar o capital, proteger o patrimônio e diversificar a carteira. Seja comprando um imóvel pronto ou se associando à construção de algum empreendimento, a valorização irá acontecer e esse empreendedor contará com uma rentabilidade bem interessante”, relata.

Outro ponto que ele recomenda é o investidor não ficar pensando limitado e apenas se manter nos investimentos bancários tradicionais. “É preciso diversificar a carteira, dolarizar o patrimônio. A informação está na palma da mão. É possível abrir uma conta nos Estados Unidos à distância, basta um passaporte, você não precisa nem vir ao Estados Unidos para ter essa movimentação”, finaliza.

Por Leandro Sobrinho, Empreendedor serial no Brasil desde os 22 anos, graduou-se em Direito, mas foi empreendendo que se encontrou profissionalmente. Instagram raise.investidor

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