Investimento no exterior: Como funciona e quais são as vantagens?

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Uma das formas mais inteligentes de mitigar os ricos através da diversificação da carteira de investimentos é utilizando da estratégia do investimento no exterior. 

Por isso, é fundamental compreender a fundo como funciona o investimento no exterior, quais as alternativas existentes e quais riscos envolvidos nesse tipo de operação. 

O que é o investimento no exterior?

O investimento no exterior é uma estratégia utilizada por vários investidores, que buscam alternativas de ativos em outras regiões e países, além das fronteiras territoriais do seu país de residência e/ou origem. 

Assim, o investidor pode proteger seu patrimônio de riscos associados ao seu próprio país. 

Esses riscos podem ser políticos, climáticos, ambientais, econômicos, entre vários outros tipos de riscos que podem comprometer o ambiente econômico-financeiro da região em questão. 

Investidores propensos a utilizar hedge (proteção) na carteira de investimento, são mais propensos a realizar investimentos no exterior. 

Como investir no exterior?

Existem algumas diferentes formas de investir no exterior.

Tanto na renda fixa, como na renda variável.

Por isso, é interessante que o investidor compreenda as diferentes formas de investir no exterior e as suas diferentes particularidades, para assim escolher aquela que mais se enquadra ao seu próprio perfil. 

Entre as principais formas de investir no exterior, estão: 

  • BDRs
  • Fundos de investimento; 
  • Abrir conta no exterior. 

BDRs 

Os BDRs (Brazilian Depositary Receipts) são certificados representativos de ações de companhias emitidas no exterior, negociadas através da B3. 

Ou seja, ao investir em um BDR, o investidor não está aplicando diretamente seus recursos na companhia estrangeira, mas está aplicando em um título representativo, que possui rentabilidade atrelada ao rendimento da ação da empresa em questão. 

Essa é uma forma simples de ter a rentabilidade atrelada a ativos estrangeiros, mas pode ser desvantajosa já que normalmente apresenta mais taxas ao investidor, o que pode corroer a rentabilidade do investimento. 

Fundos de investimento 

Os fundos de investimento são boas opções para investir de forma simples em ativos estrangeiros. 

Vários fundos de investimentos, até mesmo nacionais, são compostos majoritariamente por ativos estrangeiros. 

Além dos fundos investimentos mais comuns, como os de ações e imobiliários, existem os ETFs (fundos de índices).

O IVVB11, por exemplo, é um ETF referenciado pelo S&P 500, principal índice do mercado financeiro americano. 

Abrir conta no exterior

Para os investidores com mais experiência, também há a opção de abrir conta em corretora de valores do exterior, e assim investir diretamente em ativos estrangeiros.

Dessa forma, o investidor pode escolher ativamente suas ações ou outros ativos financeiros estrangeiros, sem precisar pagar taxas relacionadas aos fundos e aos BDRs. 

No entanto, para conseguir abrir uma conta no exterior e investir bem por contra própria, é muito importante que o investidor conheça o contexto do país que está investindo e saiba como realizar uma boa análise fundamentalista dos ativos disponíveis. 

Vantagens do investimento no exterior

Evidentemente, existem algumas vantagens para o investidor que direciona parte dos recursos da sua carteira para investimentos no exterior.

Portanto, um importante ponto para que o investidor decida utilizar ou não essa estratégia, 

É conhecer as vantagens associadas ao investimento no exterior. 

  • Economia de diferentes países;
  • Diferentes condições tributárias;
  • Diversificação cambial. 

Economia de diferentes países

Sem dúvidas uma das grandes vantagens de também investir no exterior é que o investidor não fica refém da performance econômica de apenas um país. 

Investidores residentes de países em desenvolvimento, como é o caso do Brasil, podem mitigar seus riscos investindo em bolsas de países com a economia mais consolidada. 

Diferentes condições tributárias

Cada país possui sua própria regra relacionada a tributação, inclusive a taxação de ganhos de capital e dividendos. 

Por isso, ao investir no exterior, o investidor pode buscar melhores alternativas tributárias, que corroam menos a rentabilidade das suas aplicações. 

Diversificação cambial

Além do risco relacionado a produção de um país, ainda existe o risco econômico associado ao câmbio. 

Ter o patrimônio concentrado em apenas uma moeda pode ser arriscado, sobretudo se o câmbio em questão for muito oscilante. 

O investimento no exterior é arriscado?

Por ser para muitos algo desconhecido ou novo, o investimento no exterior pode ser visto como uma estratégia arriscada. 

No entanto, é preciso destacar que, o nível de risco do investimento no exterior está diretamente relacionado ao patamar econômico do país. 

Quanto mais consolidada e forte for a economia do país, menos arriscado será ter parte do patrimônio aplicada em ativos deste país. 

Por outro lado, quanto menos desenvolvida a economia e maior o risco de crédito do país, maior será o risco de ter investimentos na região em questão. 

Todavia, independente de onde for, seja um país desenvolvido ou em desenvolvimento, é fundamental que o investidor saiba analisar bem os ativos, para escolher apenas aqueles com baixo risco de crédito e bom potencial de valorização. 

Caso o investidor possua menor experiência, para reduzir os riscos do investimento, é mais indicado procurar por investimentos indiretos, através de fundos, ETFs ou BDRs.

Artigo produzido pela Suno Research.