O juiz Sérgio Moro deu prazo de 30 dias para que os peritos da Polícia Federal apresentem o laudo dos sistemas de contabilidade paralela da Odebrecht e que tenham relação com o processo do Sítio de Atibaia. Nesta ação penal, o ex-presidente Lula é acusado de ter recebido vantagens indevidas da OAS, da Odebrecht e da Schahin Engenharia, em forma de benfeitorias no sítio. De acordo com a denúncia, as melhorias na propriedade chegaram a um milhão de reais.

O magistrado autorizou uma nova perícia no dia 23 de fevereiro e solicitou os seguintes questionamentos: que seja verificado se o sistema de contabilidade informal da Odebrecht contém documentos ou lançamentos que possam estar relacionados com a reforma do Sítio em benefício do ex-presidente; e que sejam discriminadas as informações encontradas e identificada a autenticidade e integridade dos documentos.

Já a defesa de Lula quer que sejam esclarecidas de quais contas foram analisados os lançamentos contábeis e detalhe de onde foram extraídos esses dados no sistema. Os sistemas de contabilidade paralela da Odebrecht já passaram por outra perícia da Polícia Federal que encontrou evidências de que arquivos foram destruídos.

O laudo foi entregue no fim do mês passado e foi anexado ao processo que acusa Lula de receber como propina da Odebrecht um terreno onde seria construída uma sede para o Instituo Lula e um apartamento em São Bernardo do Campo, São Paulo. Na análise da Polícia Federal que tem mais de trezentas páginas foram identificados cerca de 850 arquivos que não apresentam conformidades, indicando que foram feitas alterações nos documentos.

Da BandnewsFM Curitiba

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