O líder de ontem não é o mesmo de hoje, e certamente não será o de amanhã. Há algum tempo atrás, porém não tão longínquo, ser líder era sinônimo de ter um comando geral, ou seja, possuir controle sobre toda equipe, resultando em um estilo de liderança que, na esmagadora maioria, se fazia recorrente no mundo dos negócios: havia um chefe e seus subordinados. 

Porém as coisas mudam. 

O tempo mudou. O comando mudou. O mundo dos negócios mudou e, definitivamente, mudou também o estilo de liderança. 

E graças a tudo isso mudaram, positivamente, os resultados.

Nesta nova ideia do que se considera liderança, se entende cada vez mais da necessidade de contato entre líderes e colaboradores, com ênfase no feedback, na real colaboração entre eles, e no 360º. O que se busca, portanto, é uma melhoria da equipe, maior unidade e entrosamento. Assim, frente aos novos desafios globais como o mundo digitalizado, novas tecnologias a cada minuto e, sem dúvida, as crises políticas, um líder não será apenas quem tem todas as respostas ou vozes de comando. Um líder será quem souber ouvir, compreender e, em conjunto com os liderados, pensar em uma solução adequada e satisfatória para todos: desde clientes, passando por seus próprios líderes, até sua equipe e, por que não, a própria sociedade e seu bem estar. 

Mais que isso, será líder moderno aquele que for articulador, definindo um objetivo claro para os negócios, através de contribuições e coleta de dados de colegas de equipe, comprovando que a liderança, se inclusiva, cria coesão social, unindo para criar valor de longo prazo para os negócios como um todo e, em especial, para os clientes.

Mas e o líder mais antigo, ou tradicional, como ele pode lidar com este novo cenário?

O problema não se encontra no líder tradicional em si, mas no choque geracional que ele enfrenta em sua empresa, e na existência de gerações tão distintas que sentam nas cadeiras de sua equipe de liderados. Das três gerações que abalam as estruturas de uma liderança tradicional (baby boomers, geração X e millenium), em especial a mais atual, a dos millenials, é a que mais gera conflitos, já que exigem para dar resultados agilidade, diversão como base de trabalho, inconstância e o novo a todo momento. Estas exigências podem levar as diferenças a se tornarem uma grande força ou fraqueza na equipe, apenas dependendo de como elas são gerenciadas pelo próprio líder tradicional.

Se gerenciadas de forma coletiva e, principalmente, focar no que a sociedade como um todo exige naquele momento, os líderes podem absorver toda esta diversidade e, inteligentemente, canalizar e estimular a inovação, mesmo que isso seja mais difícil, cansativo ou desafiador. Ao fim, certamente este árduo caminho trará resultados mais atuais e efetivos.

Fonte: Russell Bedford