As redes sociais estão aí e para ficar. Cada vez mais presentes em nossas vidas, é impossível não ter nenhuma delas. Nesse universo tão grande de interação e de comunicação, é preciso entender como cada uma funciona e qual é o seu melhor uso.

E dentre elas, o perfil no Linkedin tem uma particularidade: ele é exclusivo para interações profissionais. No Linkedin, existem várias oportunidades de emprego e, claro, profissionais de ponta oferecendo seus serviços e publicando bons conteúdos.

Apesar dessa particularidade, se engana quem acredita que apenas pessoas desempregadas que têm perfil no Linkedin. Há também divulgação de muito trabalho e empresas de olho no que os usuários produzem.

Outro engano é achar essa rede social seja impopular. Em 2017 ela chegou na marca de 500 milhões de usuários. O Brasil é o terceiro país com mais perfis cadastrados: 29 milhões.

Com uma população cada vez maior e com umas particularidades bem próprias, o Linkedin precisa ter a sua atenção quanto ao seu uso.

1. Linkedin não é Facebook, nem Instagram

Essa primeira dica servirá para nortear todas as outras. Um perfil no Linkedin tem objetivo diferente do que as demais redes sociais. Por isso, muita atenção no que você posta.

Isso porque quem estará te seguindo são pessoas interessadas em seu perfil profissional. Ela não quer ver uma foto linda na praia, com um baita pôr do sol, com aquele filtro bem bonito e com #sextou na legenda!

O Linkedin definitivamente não é para isso! Você deverá postar um conteúdo que tenha a ver com sua área de atuação ou um texto seu.

2. Tenha fotos de capa e de perfil

Perfil no Linkedin sem foto é quase que inútil! As suas conexões precisam saber quem é você, se é mesmo uma pessoa real – personagens de anime ou de filme? Jamais!

E a dica anterior serve aqui também. Sua foto de perfil no Facebook ou no Instagram certamente não são as fotos ideais para o Linkedin. Mantenha o tom profissional, sério e que ilustre seu perfil de trabalho.

O mesmo vale para a foto de capa. Ela deve ser um recurso visual para chamar atenção de seu perfil, mas sem extravagâncias ou com imagens que não deduzem o que você quer passar na rede.

Acha aquela cena de filme linda para ilustrar suas redes sociais? Ótimo! O Facebook está lá para isso, o Linkedin não! A não ser que você trabalhe na área audiovisual e cinematográfica.

3. Faça um resumo

O resumo não é uma simples biografia de sua vida. Não mesmo! Você pode sim explorar alguns fatos de sua vida e que enriquecem sua carreira profissional, mas você tem que vender o seu peixe!

Conte quais são suas intenções profissionais, fale qual é a sua área de atuação, o que te motiva, como as pessoas podem falar com você fora da rede… Tudo o que seja preciso para quem te visitar não ter dúvidas do profissional que é!

É bom saber também que o Linkedin utiliza palavras-chave em seu mecanismo de busca. Por isso, foque em termos referentes a sua área de atuação e aumente as chances de ser visto num universo de mais de 300 milhões de perfis no Linkedin.

4. Descreva as suas experiências

Esse campo no Linkedin é muito, muito importante! Não é exagero! Você deve caprichar em detalhar suas experiências. E cada detalhe desse deve ter exatidão – não, não minta!

Você pode falar o que fazia em cada cargo que listar, as datas de admissão e de demissão… Só não seja prolixo.

Objetividade é a arma para conquistar quem procura um profissional como você. Se houver muita embromação, um recrutador pode achar que você está mentindo.

5. Poste com regularidade

É muito comum uma pessoa começar a trabalhar e simplesmente esquecer de seu perfil no Linkedin. É um erro!

Você precisa se manter atualizado, tanto no que acontece nessa rede, quanto se mostrar ativo. Isso é preciso para manter um networking em dia. E, quando você precisar procurar novas oportunidades, você terá um perfil bem movimentado para poder apresentar à rede.

Mas lembre-se: não poste qualquer coisa. Tenha como objetivo sempre o profissional. Achou um texto bom no Facebook e quer mostrar para todo mundo? Ótimo! Se ele não tiver nada a ver com seu mercado de atuação, mantenha-o longe de seu perfil no Linkedin.

Daí você pode achar que, por não ter nenhuma novidade profissional para mostrar, deve movimentar seu feed com textos aleatórios. Não! Faça isso com conteúdos sérios e profissionais. Tem um poema lindo de seu autor favorito e quer publicar? Vai pro face!

6. Acompanhe os resultados de suas publicações

O Linkedin tem uma boa ferramenta que mostra não só quantas pessoas gostaram de um conteúdo, quanto também informa quanto seguidores viram a publicação.

Veja o exemplo da postagem de um eNoter (clique na imagem para ampliá-la):

estatítisca publicação linkedin

O LinkedIn informa:

  • quantidade de pessoas que visualizou;
  • principais empresas onde quem visualizou trabalha;
  • localizações e cargos de quem viu;

Outro recurso bem importante é de quem visita seu perfil, onde trabalham e o cargo que ocupam, mesmo que ele seja de uma conta básica — mas, para esse caso, os detalhes são limitados.

Faça um bom estudo sobre a relação entre o que publica e quantas pessoas visitaram seu perfil e invista tempo analisando o que pode fazer para melhorar esses números.

7. Adicione somente pessoas de áreas profissionais parecidas com a sua

Lá em cima você já leu sobre o tipo de comportamento que deve ter no Linkedin, que é diferente das demais redes sociais. E vale o mesmo para o tipo de pessoa mantém contatos em seu perfil.

O objetivo do Linkedin é você se mostrar para o mercado. E aquela pessoa que você conheceu em sua viagem e férias pode ser um ótimo contato para insta ou face, mas no Linkedin, não.

Você deve seguir pessoas que tenha o mesmo perfil que o seu. Ou então, figuras públicas que podem te acrescentar alguma coisa importante, como aprendizados e alguma experiência vencedora.

Criar uma rede interessante de contatos nessa mídia é essencial. E não é esnobe ignorar aquele amigo que não tem nada em comum com seu perfil profissional.

Aliás, exclua qualquer contato que aparece em seu feed que você perceber que nada te acrescenta como profissional.

Assim, você seleciona melhor o que recebe na timeline e também para ser mais objetivo em mostrar seu trabalho.

8. Recomende colegas em seu perfil de Linkedin

Já que você selecionou quem está em sua rede, é a hora de criar laços no Linkedin. As recomendações são formas de você reconhecer determinada habilidade da pessoa. Veja como é simples:

recomendar linkedin

Fale das competências, como é trabalhar com ela (ou para ela), que é organizada no trabalho. Elogie o diálogo e os aprendizados que determinada pessoa te ajudou a ter. Se você contratou a pessoa, fale de seu serviço e como foi a sua experiência com ela.

Faça isso honestamente, mas sem queimar o filme de ninguém.

Esse tipo de ação é uma mão de via dupla: se você faz uma recomendação de um contato sem que ele peça, ele vai quase que obrigatoriamente te fazer uma também. E isso é ótimo.

Agora, se você falar mal de uma pessoa, ela certamente fará o mesmo com você. E ter má avaliação é péssimo! Ainda mais se você estiver procurando emprego.

Caso você ainda não consiga uma recomendação, peça a alguém que você conheça para fazer! Não custa nada e ainda mostrará força de vontade.

O Linkedin está aí, disponível para você: use!

Seja o pacote básico ou o pago, a rede é interessante para você conquistar novos ares no mercado de trabalho.

São milhares de pessoas querendo ser vistas, mostrando comportamentos que você pode utilizar e mais que tudo: existem diversos recrutadores procurando profissionais de destaque. Deixar passar uma oportunidade porque não tem um perfil no Linkedin ou ainda porque usa de maneira errada é um pecado que você não pode cometer.

Agora, se você for um profissional que lida com redes sociais para movimentar seus negócios, você precisa entender que outras mídias podem ser valiosas também.

Parceiro enotas

Deixe uma resposta

Please enter your comment!
Please enter your name here

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.