Dentre todas as bolsas do mundo, uma das mais promissoras é a brasileira. Nos últimos 5 anos, houve uma expansão dos investimentos, o número de clientes pessoa física na bolsa alcançou a marca de 1 milhão, sobrevivemos ao fatídico dia Joesley-day (quando foram divulgados áudios de conversa entre Joesley Batista, um dos controladores da JBS, e o então presidente Michel Temer) e a diversas crises e tensões políticas.

Ainda assim, mesmo com todos estes acontecimentos, a bolsa se valorizou mais de 95% nestes últimos 5 anos.

Por isso, a Bolsa de Valores hoje é um ambiente propício a rentabilidades expressivas, porém requer muita cautela, paciência e dedicação. Mesmo em um cenário otimista, muitas empresas tiveram atuação inferior ao previsto, e quem “apostou” em uma perspectiva que não se concretizou pode não ter tido sucesso em um primeiro momento.

Mas, investir na Bolsa requer resiliência. O ano ainda não terminou, e é bem provável que ainda teremos boas oportunidades pela frente.

E para guiá-lo em todos os acontecimentos, neste artigo você verá um compilado sobre o Ibovespa e a própria bolsa:

Maiores altas e baixas Ibovespa 2019 – 1º semestre

Nesse primeiro semestre de 2019, a bolsa brasileira apresentou altos e baixos, com a volatilidade que alguns investidores tanto gostam e utilizam para ganhar dinheiro, fechando com uma alta expressiva de +14,88%. O quadro político foi o marco, com a reforma da previdência, que demorou mas foi aprovada, enquanto a evolução do cenário econômico apresentou um desempenho mais abaixo do esperado.

Mas, nem tudo foi um mar de rosas. Entre março e abril, enquanto o mercado precificava que o texto da PEC da Previdência seria muito desidratado – ou seja, a economia não seria tão robusta assim – e só seria acordado após o recesso parlamentar de julho, o Ibovespa retratou o seu pior desempenho. O cenário externo também foi bastante conturbado, com o acordo comercial entre EUA e China ganhando notoriedade e impactando diretamente as projeções de crescimento mundial.

Apesar disso, nos últimos dois meses as articulações de Rodrigo Maia, presidente da Câmara dos deputados, foram cruciais para a aprovação da reforma da previdência. O Ibovespa superou novamente os 100 mil pontos e encerrou o semestre com as expectativas renovadas.

Veja agora quais foram os impactos desses acontecimentos e as ações com as maiores altas e quedas do Ibovespa neste semestre.

Maiores altas Ibovespa

Conheça as 5 ações do Ibov que mais subiram neste 1º semestre:

EmpresaCódigoDesempenho
CSNCSNA3+98,32%
JBSJBSS3+83,11%
QualicorpQUAL3+78,20%
MRVEMRVE3+61,74%
SabespSBSP3+50,06%
  • CSN – o destaque começa por CSN (CSNA3), a maior alta do 1º semestre de 2019. A incrível valorização de +98,32% foi motivada tanto por fatores externos quanto internos da empresa. O aumento do preço do minério de ferro contribuiu para um melhor desempenho da companhia, movimento que se iniciou em janeiro e somente em julho apresentou algum tipo de desaceleração. Os números internos também superaram as expectativas do mercado. A empresa tem como um de seus grandes objetivos se desalavancar financeiramente, ou seja, diminuir sua dívida, e vem conseguindo cumprir o cronograma proposto.
  • JBS – em segundo lugar temos as ações da JBS (JBSS3), com uma alta de +83,11% no período. O surto da doença febre suína africana dizimou uma quantidade expressiva de porcos na China, um dos principais importadores dessa proteína, elevando consideravelmente o preço da carne. Com um preço mais elevado, os números da empresa foram impactados positivamente, e atualmente a empresa se encontra em uma situação mais equilibrada em termos de negócio.
  • Qualicorp – as ações QUAL3 ficaram em terceiro lugar, com alta de +78,20%. A empresa apresentou problemas de governança corporativa no ano passado, mas conseguiu superar essa dificuldade e performou bem neste início de ano. A companhia atua no setor de saúde, e este apresentou evolução considerável, principalmente quanto ao números de beneficiários. Vale destacar os bons números operacionais que a Companhia apresenta e sua constância de pagar bons dividendos, o que reforçou a alta do papel.
  • MRV – na penúltima posição do TOP 5 de maiores altas do Ibovespa se encontra a construtora MRV (MRVE3), com valorização de +61,74% no 1º semestre. O mercado de construção cívil performou muito bem, principalmente ligado ao segmento de baixa renda. Possíveis alterações no Programa Minha Casa Minha Vida, que devem ocorrer ainda em 2019, podem impactar e catalisar a performance do papel.
  • Sabesp – por último, mas não menos importante, encontra-se a Companhia Sabesp, empresa estatal de saneamento básico que atua em São Paulo, com alta de +50,06% nesses primeiros seis meses. A constância de bons números operacionais, somado com as expectativas de privatização, impulsionaram o valor das ações. Destaca-se também a reestruturação do setor de saneamento básico, onde o governo se inclina a incentivar os investimentos privados, que reforçam a ideia de alienação da empresa.

Estes valores são surpreendentes, mas é importante lembrar que essa rentabilidade passada não é garantia de uma rentabilidade daqui pra frente. Por isso, para tomar decisões inteligentes de investimento, é preciso acompanhar análises e recomendações de profissionais do mercado.

Maiores baixas do Ibovespa

Na lanterna do campeonato do Ibovespa, veja as empresas que apresentaram o pior desempenho no 1º semestre:

EmpresaCódigoDesempenho
BraskemBRKM5-26,07%
UltraparUGPA3-23,43%
B2WBTOW3-22,13%
CieloCIEL3-21,20%
CVCCVCB3-18,56%
  • Braskem – na última colocação, com o pior desempenho do semestre, encontra-se a empresa Braskem (BRKM5), com queda de -26,07% no valor de suas ações. A empresa holandesa LyondellBase desistiu de adquirir a Companhia na reta final do 1º semestre de 2019, permanecendo o controle com a Odebrecht. Os resultados também não foram tão bem precificados, somado com a fraca atividade econômica brasileira, o que justifica a sua atual posição na lista de maiores baixas do Ibovespa no semestre.
  • Ultrapar – em seguida temos a empresa Ultrapar (UGPA3), com queda de -23,43% de suas ações nessa primeira metade do ano. A empresa não vem apresentando bons resultados, a perda de margem com aumento dos custos é um dos fatores que prejudicaram, e o volume de vendas tem decepcionado. Tal cenário, aliado a um fraco desempenho da economia e às tensões comerciais entre EUA e China, são os principais indicadores deste desempenho da companhia.
  • B2W – os fracos resultados trimestrais apresentados no primeiro semestre de 2019, referente ao 4T18 e 1T19 desagradaram ao mercado, fazendo com que os investidores aumentassem o teor de cautela com as ações da B2W (BTOW3), o que levou a um desempenho negativo de -22,13% no período. O que mais contribuiu para isso foi o aumento do prejuízo líquido em ambos os trimestres, a redução das margens, além de um cenário doméstico para o consumo ainda desafiador.
  • Cielo – na quarta posição encontra-se a Cielo (CIEL3), que apresentou uma oscilação negativa de -21,20% no semestre. A guerra das maquininhas de cartão levou a companhia a uma situação complicada: as margens apertaram, a receita encolheu e os resultados estão sendo impactados de forma considerável. Todos estes números levam a questionar a performance da empresa no longo prazo.
  • CVC – no primeiro semestre de 2019, as ações da CVC Brasil (CVCB3) cederam fortemente, com queda de -18,56%, conferindo uma das mais fracas performances do Ibov. O principal motivador da queda acentuada foi o envolvimento do sócio fundador em um escândalo de corrupção, onde ele confessou à Polícia Federal ter pago propina a agentes públicos para se livrar de uma dívida tributária de cerca de R$160 milhões.

Resultados negativos às vezes assustam, mas como você viu anteriormente, assim como existem resultados negativos na bolsa, também existem resultados muito positivos. O importante é se informar sobre as ações de interesse, acompanhar análises e saber o momento certo de comprar e vender suas ações.

Maiores altas de baixas Ibovespa – como foram os últimos 5 anos?

A bolsa vivenciou vários dias que foram marcantes nos últimos 5 anos. Os altos e baixos, as idas e vindas, toda a volatilidade gerada e oportunidades criadas foram expressivas.

E se compararmos os últimos 5 anos, tivemos sim anos desafiadores, mas seguidos de um crescimento expressivo da Bolsa.

Veja abaixo a evolução do Ibovespa nos últimos anos:

Toro

Foram mais de 95% de valorização do Ibovespa entre 2015 e 2019. E esse crescimento, assim como os momentos de baixa, foram motivados por diversos fatores.

Sobrevivemos a uma das maiores crises da história brasileira, os consecutivos anos 2015-2016, quando o PIB regrediu mais de 6% nesse período, a taxa básica de juros oscilou na casa dos dois dígitos e havia rumores de que inflação poderia disparar. Todas essas incertezas levavam a oportunidades escassas e um risco considerável para se investir no mercado de capitais, com o Ibov atingindo algo em torno de apenas 37 mil pontos.

Entre 2015 e 2016, as atuações do governo não eram efetivas, o mercado precificou uma situação difícil e que poderia perdurar ao longo dos anos.

Especificamente sobre 2016, os bastidores se deram sobre o processo de impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff, com Michel Temer assumindo o governo. Já no ano de 2017, a bolsa se valorizou +26%, embora a retomada de crescimento econômico ainda se encontrava muito abaixo do esperado.

Especificamente sobre 2016, os bastidores se deram sobre o processo de impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff, com Michel Temer assumindo o governo. Já no ano de 2017, a bolsa se valorizou +26%, embora a retomada de crescimento econômico ainda se encontrava muito abaixo do esperado.

Uma das grandes datas deste ano foi o marco de 18/05/2017, conhecido como Joesley-day. As denúncias ligadas a JBS (que como mencionamos anteriormente foi uma das maiores altas do 1º trimestre de 2019) não só derrubaram o papel, mas fizeram que o Ibov caísse mais de 10% em um único dia.

Dias como este costumam ser complicados, mas, como já dito, as oportunidades criadas também podem ser expressivas. Por exemplo:

Quem comprou ações da JBS um dia após o Joesley day, e segurou o papel até o início de 2019 teve uma valorização de mais de 200%.

Mas é importante lembrar que esta volatilidade é apenas um exemplo e que não há nenhuma garantia de que essa valorização se repita no futuro. Assim como o fato de que oscilações negativas também podem acontecer em investimentos em Bolsa. Por isso, acompanhar análises e recomendações profissionais é essencial.

O marco de 2018 foram as eleições, apresentando uma guinada de partidos pró-mercado, situação bem vista pelos agentes econômicos. A expectativa era de um governo menos intervencionista, concentrando suas forças em ampliar reformas e controlar os gastos. Apesar disso, as contas públicas foram, e ainda são, ponto de interrogação, que de certa forma requer um acompanhamento mais próximo.

Assim, a aprovação da Reforma da Previdência ganha notoriedade, pois tem potencial de gerar uma economia aos cofres nacionais de R$1 trilhão ao longo de 10 anos.

Embora o trâmite necessário para a evolução da PEC da Previdência tenha se mostrado mais desafiador do que o imaginado, o projeto foi aprovado em primeiro turno na câmara dos deputados por 379 votos a favor contra 131 opositores, faltando poucos passos para sua finalização. Tal vitória do governo impactou positivamente a Bolsa de Valores, levando ao encerramento de julho com o Ibov acima do patamar de 102 mil pontos.

A cotação da Bolsa acima de 100 mil pontos foi um momento histórico e encarado com positividade pelo mercado, ressaltando as grandes oportunidades deste investimento. Assim como todos os fatos que citamos também mostra que este investimento requer acompanhamento e cautela. Contar com análises e recomendações profissionais para tomar decisões de investimento faz toda diferença nestes momentos. E na Toro você tem tudo isso gratuitamente, juntamente com uma forma de investir muito simples e rápida.

Parceiro: Toro Investimentos

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