Criminosos e quadrilhas estão utilizando, cada vez mais, ações bem-planejadas para realizar arrastões e assaltos. Em São Paulo, recentemente, um grupo se passou por supostos compradores em um apartamento de alto padrão na zona sul da cidade. Essa foi a forma que escolheram para ter livre acesso ao local.

Além de se passarem por compradores, há ainda casos em que meliantes alugam imóveis com o nome de pessoas falsas e aprendem a rotina do condomínio para, então, efetivar assaltos ou furtos.

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Situações que envolvem terceiros, como a do corretor, são complicadas, pois há a orientação da portaria para pegar todos os dados e não deixar que ele entre sem ser previamente cadastrado — isso significa verificar se tem a documentação correta. Esse profissional pode reunir a documentação dos compradores com antecedência, a fim de tentar se precaver ao máximo, e mandar as informações para o condomínio no mínimo um dia antes da visita.

No alto padrão, a tática bem-pensada para determinadas ações é mais recorrente, pois há a procura por uma soma significativa de retorno financeiro. Por isso é essencial que o cuidado seja tomado, e uma das medidas é informar aos corretores e porteiros sobre quem visitará o local.

Os proprietários, quando colocarem um imóvel à venda, têm que ter o cuidado de saber que a pessoa que vai vê-lo deve estar pré-cadastrada, de forma que cumpra com as normas da administração. Essa informação pode ser mediada pelo corretor, que não deve entrar no local sem cadastro.

Inquilinos e proprietários, visando à segurança, devem forçar uma situação nas administradoras que estão com o imóvel à venda, para que uma pesquisa seja feita e vá mais de uma pessoa nas visitas. O que não pode é qualquer pessoa interessada na aquisição ou locação ter fácil acesso ao local.

Amilton Saraiva, especialista em condomínios da GS Terceirização

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