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O Microempreendedorismo Individual é o principal responsável pelo aumento na taxa de sobrevivência das empresas no Brasil. De acordo com os dados do Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas), em um período de quatro anos a taxa de sobrevivência das empresas com até dois anos de constituição, passou de 54% para 77%. Se os Microempreendedores Individuais (MEI) forem excluídos da análise, o aumento da taxa é de apenas 4%.

Em um país conhecido por alguns dos maiores índices tributários do mundo, o MEI conquistou quase 7 milhões de brasileiros justamente por possuir o regime de tributação mais simples e garantir o direito a benefícios como o salário maternidade e a aposentadoria, através do pagamento de uma taxa que chega, no máximo, a R$53,70. Entretanto, para manter os negócios estáveis e almejar o crescimento, é necessário estar atento a algumas dicas:

1) Estar em dia com as obrigações é fundamental

Embora milhões de microempreendedores se tornem MEI justamente pela carga tributária mais leve, muitos ainda não cumprem todas as suas obrigações. Somente na última operação de fiscalização da Receita Federal, realizada em fevereiro de 2018, 1,4 milhão de CNPJs foram cancelados porque os MEIs não estavam em dia com seus deveres fiscais. É importante também estar atento às leis de cada cidade para que o MEI não tenha problemas com a legislação municipal. Em grande parte das cidades, ou através de seus polos regionais, o Sebrae estabelece parcerias com as prefeituras para grandes eventos de abertura de MEIs, oferecendo também apoio e consultoria para os microempreendedores.

2) Planejamento para sair da zona de conforto

Empreender é estar disposto a assumir riscos, mas ter sucesso como empreendedor está mais relacionado a assumir riscos controlados. O planejamento é de suma importância em qualquer fase do empreendedorismo, para que as decisões sejam tomadas com consciência e tendo sempre em mente o objetivo ao qual o empreendedor deseja chegar. Fazer o que gosta é fundamental para o MEI, desde que ele também esteja preparado para os imprevistos e ciente de que, em algum momento, pode ser necessário agir com um pouco mais de ousadia.

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3) Marketing é investimento!

Todos já ouviram falar que a propaganda é a alma do negócio, mas infelizmente nem todo mundo enxerga o poder do marketing e alguns o consideram uma despesa desnecessária. Contudo, um dos principais motivos para o fracasso de um MEI é não conseguir chegar até o seu público, e as diferentes ferramentas do marketing cumprem justamente esse objetivo.

“A relação do empreendedor com o seu cliente é construída por meio das estratégias de marketing. Hoje em dia são muitas as possibilidades, do moderno ao clássico, do marketing digital, em plena ascensão, ao marketing impresso, que tem toda uma história de sucesso. Basta planejar, executar e estar pronto para colher os frutos”, comenta Camila T. Eskenazi Hakim, sócia da Gráfica Eskenazi (www.LojaGraficaEskenazi.com.br), de São Paulo.

4) Pensar e agir como um empreendedor

Grande parte dos MEIs veio da informalidade que, em muitos casos, foi a única alternativa ao desemprego. Ao se tornar um Microempreendedor Informal, é preciso entender que está ocorrendo também uma mudança de status: de trabalhador para empresário! Essa mudança não é uma mera troca de nomenclaturas, e precisa estar acompanhada de uma visão de mundo e dos negócios muito mais ampla e determinada, que deve ser pautada sobre os estudos, as especializações e a busca pelo aprimoramento constante.

5) Está na hora de crescer?

O Microempreendedorismo Individual é, por si só, uma excelente ferramenta de negócios e os números e estatísticas comprovam isso. Porém, seguindo essas e outras dicas pensadas para o sucesso do empreendedor, a tendência é que haja um crescimento muitas vezes além do esperado. É claro que ele virá a longo prazo e como fruto de muito trabalho, mas o MEI precisa estar atento às circunstâncias para perceber quando é a hora de expandir seu território e buscar novas conquistas.