Quando uma empresa é criada, podemos dividir o investimento feito em duas partes: o capital fixo para ser usado nas instalações da empresa e uma reserva de recursos para cobrir as necessidades da empresa ao longo do tempo. Este último é o chamado capital de giro.

Como calcular o capital de giro?

A maioria dos pequenos empresários pensa que capital de giro é simplesmente o dinheiro que a empresa tem na conta bancária. No entanto, não é apenas isso! O capital de giro é calculado como somando o Ativo Circulante (dinheiro em caixa, recebíveis e inventário) menos o Passivo (dívidas e gastos a serem quitados nos próximos 12 meses).

Com essa conta calculamos a reserva real de recursos que a sua empresa tem para cobrir os gastos de produção e manutenção, além de alguma eventual emergência.

 

Quanto devo ter de crédito rotativo?

A quantidade de dinheiro separada para capital de giro varia de acordo com o modo de atuação da empresa. Algumas companhias sofrem muito com algumas épocas do ano de baixa no mercado, por isso precisam de uma reserva maior de dinheiro para garantir a continuidade da produção, mesmo em tempos difíceis.

Outro caso clássico de empresa que precisa aumentar seu capital é quando ela está enfrentando um rápido crescimento e tem uma procura de serviços e produtos que não consegue atender. Para suprir essa demanda ela precisa contratar e treinar funcionários, além de suplementar seu inventário. Isso significa gastar mais dinheiro antes que a organização possa ser beneficiada por esse aumento nas vendas.

Principais maneiras para conseguir capital de giro

Acompanhe com a gente como a sua pequena e média empresa pode conseguir esse capital extra quando suas fontes secarem.

1. Adiantamento de recebíveis

Sua empresa tem créditos a serem recebidos nos próximos meses? Então, a forma mais barata de conseguir esse capital necessário de forma rápida é fazer um adiantamento dos créditos recebíveis, sejam eles cheques ou créditos eletrônicos. A principal vantagem é não ter que esperar 30 ou 60 dias para receber esse dinheiro que você obteve pelas vendas que realizou.

No entanto, a desvantagem é que o banco desconta uma certa taxa de juros para realizar este serviço, fazendo com que os títulos percam parte da rentabilidade no processo. Porém, essa taxa tente a ser mais baixa do que se fossemos pegar um empréstimo, por exemplo. Apesar de ser uma boa opção, tente usá-la quando for realmente necessária.

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2. Empréstimos Bancários

Se não tiver nada a receber, fazer um empréstimo é uma opção de conseguir esse capital extra para sua empresa. Porém, isso requer muito planejamento. A primeira coisa é saber exatamente qual a quantia que você precisa e, principalmente, quando você poderá quitar a dívida. Trabalhe com prazos realistas, sem arriscar demais, levando em conta que algum imprevisto pode surgir no caminho.

Pesquisar também é uma palavra-chave quando se trata de pedir dinheiro emprestado. Conheça detalhadamente todas as linhas de crédito disponíveis em diferentes bancos antes de fechar acordo e faça sempre simulações detalhadas. O valor mínimo da fatura deve ser sempre observado, entretanto deve-se sempre fazer o máximo para pagar o valor integral de cada prestação, para não ter que pagar juros extras para o banco.

3. Conta garantida

A conta garantida é um tipo de crédito rotativo bem parecido com o cheque especial, mas apresenta taxas mais em conta. Ela é um limite de crédito disponibilizado pelo banco baseado em algum tipo de garantia, como os recebíveis da sua empresa representados por cheques, duplicatas, créditos eletrônicos. Sua companhia apresenta esses créditos ao banco, que são descontados se sua conta-corrente não tiver saldo suficiente para cobrir os gastos que você teve.

Antes de conceder esse crédito, o banco analisa vários fatores da sua organização, como a capacidade de pagamento, seu fluxo de caixa, suas créditos anteriores, sua situação cadastral (SPC e Serasa), a capacidade de gerar receita, entre outras variáveis. Por conhecer sua possibilidade de honrar com as obrigações, o banco poderá te oferecer taxas bem menores do que as praticadas no cheque especial.

4. Sale and Lease Back

O Sale and Lease Back é um acordo comercial pelo qual o imóvel da empresa é vendido e, ao mesmo tempo, alugado de volta ao proprietário. É como se a empresa vendesse o seu próprio local de funcionamento e o financiasse, sem precisar se mudar. Pode parecer estranho, mas é uma alternativa a se considerar!

A lógica por trás disso é ter uma grande quantidade de dinheiro para investir na empresa e mesmo pagando o aluguel, ter uma taxa de juros menor do que se fosse feito um empréstimo direto com o banco. Geralmente é feito um contrato por um longo prazo, de 10 a 20 anos, e quando ele é encerrado a empresa recupera o imóvel envolvido na operação.

5. Empréstimo com garantia de veículo?

Conhecido como refinanciamento de veículo, essa linha de crédito especial é formatada para consumidores que possuem veículo quitado e que desejam usá-lo para obter empréstimo pessoal muito mais barato. Nesse modelo, o automóvel fica apenas alienado ao banco enquanto perdurar a dívida (não passa para o nome do banco). Em geral, as instituições financeiras aceitam veículos de até 15 anos para serem vinculados à liberação dos recursos.

Em uma época de juros médios no cartão de crédito na faixa de 345% ao ano, e em que o cheque especial também possui carga de juros anuais que extrapola os 300%, é possível contratar um crédito pessoal com garantia de veículo com juros a partir de 24,90% ao ano (o equivalente a 1,87% a.m.), uma das menores taxas do mercado.

No empréstimo com garantia de veículo, os juros são mais baixos exatamente pelo menor grau de risco a que estão expostas as instituições financeiras que trabalham com esse tipo de produto, por força, evidentemente, da garantia dada.

5. Corte de gastos

Mais importante do que conseguir recuperar o capital de giro, é mantê-lo! Faça uma análise dos custos da sua empresa. Mas não vá sair por aí cortando tudo que vê pela frente! Em um momento de desespero é comum o administrador cortar certos recursos que são necessários para a empresa.

Anote todos os gastos e apenas corte aquilo que não afeta a produtividade, nem o bem-estar dos funcionários e a qualidade do atendimento ao cliente. Envolva a equipe e defina metas internas para a redução dos custos, mas não deixe de recompensar quando as mesmas forem atingidas.

Estes são os principais modos de conseguir recursos para sua empresa. Ter uma reserva a mais pode ser o diferencial para a sua sobrevivência no mercado. Quando se trata da parte financeira de uma empresa, tudo deve ser planejado a curto e longo prazo. O segredo é não perder o controle.

Via controlle.com/

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