Com 782 empresas, Estado é o segundo no ranking nacional, atrás apenas de São Paulo

Na distribuição de startups pelo território nacional, Minas Gerais é o segundo estado que mais concentra essas jovens empresas de base tecnológica: são 782 delas em solo mineiro.

O número integra o MinasTech, levantamento realizado pelo Distrito Dataminer, braço de inteligência de mercado da empresa de inovação aberta Distrito, com apoio ainda da consultoria KPMG.

Segundo o estudo, as startups do estado estão divididas em 34 setores.

As healthtechs, como são chamadas aquelas voltadas para a área de saúde, são maioria no estado — 74 delas, 9,5% do total.

Em seguida, estão as fintechs (8,3%) e as adtechs (7,4%), que trazem soluções para os setores de finanças e marketing e comunicação, respectivamente.

A maior parte das startups mineiras estão concentradas em Belo Horizonte, mais especificamente em San Pedro Valley, região central da capital que abriga a sede de 438 delas. Os municípios de Uberlândia e Juiz de Fora também são destaque no ecossistema da região: possuem 68 e 47 startups cada, respectivamente.

“Minas Gerais possui a maior densidade de universidades federais do Brasil.

São 11, distribuídas em todo o Estado.

O valor que dão para educação claramente se reflete do desenvolvimento do ecossistema de inovação local, também apoiado por sólidas iniciativas governamentais”, comenta Tiago Ávila, líder do Distrito Dataminer.

A Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig), a Fundação de Desenvolvimento da Pesquisa da Universidade Federal de Minas Gerais (Fundep) e o Sistema Mineiro de Inovação (Simi) são algumas das iniciativas institucionais de fomento científico e tecnológico do Estado.

Do total de empresas mapeadas, 85% foram fundadas nos últimos 10 anos, sendo 394 (50%) delas desde 2016.

Juntas, as startups empregam cerca de 12,8 mil pessoas.

As categorias de adtechs, fintechs, retailtechs e de TI, estas últimas voltadas para os setores de varejo e tecnologia da informação, são responsáveis por 50% dos empregos gerados.

“Este estudo é um marco importante no ecossistema mineiro de inovação, pois apresenta um raio-x muito completo do estágio atual de desenvolvimento econômico no que tange as empresas mais inovadoras e, sem dúvida, comprova que o estado tem um papel consolidado neste cenário de startups”, afirma Ray Souza, sócio de Mercados Regionais da KPMG no Brasil.

Assim como em outros estudos do Distrito Dataminer, as startups mapeadas oferecem majoritariamente soluções B2B (61,4%), que têm como foco outros negócios.

Startups em Minas Gerais

As empresas com propostas que visam atender ao consumidor final, com soluções B2C, compõem 18% desse ecossistema.

As demais ou mesclam os dois públicos – 17,6% são B2B e B2C e 2,4% são B2B2C —, ou são P2P (0,5%), atuando como intermediárias entre duas pessoas.

Apesar da população feminina ser maioria em Minas Gerais, 53,8%, o desequilíbrio de gênero se mantém, tal como em outros estados.

Entre os fundadores, são 83% são homens, contra 17% de mulheres.

HRTech, setor formado por empresas voltadas para a área de recursos humanos, é menos dispare — 69,4% masculino ante 30,6% feminino.

O estado de Minas Gerais acumula investimentos na ordem de US$ 100 milhões em startups, sendo 60% deste valor ao longo dos últimos três anos.

Juntos, os setores de edtechs, como são chamadas as startups de educação, fintechs e healthtechs somam mais de U$$ 55 milhões.

Top 10

O MinasTech Report apontou ainda as 10 startups que mais se destacam no Estado, tomando como parâmetros o número de funcionários, o faturamento presumido, investimentos captados e, ainda, métricas de redes sociais.

São elas Méliuz, Sympla, Sambatech, RockContent, Take, Hotmart, Siteware, Strider, Trybe, Sólides e Take — todas instaladas na capital.

Fique de Olho

O estudo destaca ainda uma relação de startups que têm apresentado um ritmo de crescimento acelerado, a partir da combinação dos aportes recebidos e da visibilidade que têm nas redes sociais.

São elas Monetus, Escola em Movimento, Opinion Box, CRM Educacional, AgTech, Sunew, Kunumi, CM Tecnologia, Flapper e Psicologia Viva.


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