Minas Gerais representa 13% dos empréstimos entre pessoas físicas no país

O Estado de Minas Gerais responde por 13,4% das transações de empréstimos entre pessoas físicas no Brasil.

É o que aponta pesquisa realizada pela fintech Bullla, que conecta quem precisa de dinheiro com quem tem para emprestar, a primeira a funcionar neste modelo no país com regulamentação do Banco Central.

Dos 144 contratos firmados por intermédio da plataforma no Estado desde o ano passado, 33 são de tomadores que moram em Belo Horizonte.

Outros 9 residem em Uberlândia, 8 em Contagem, 4 em Muriaé e 4 em Juiz de Fora. Ao todo, Minas registra 66 municípios com contratos de pessoas que pediram empréstimo pelo modelo.

De acordo com o levantamento, o valor total financiado por meio do novo modelo é de R$ 360,4 mil. A taxa média de juros gira em torno de 3,6% ao mês – menor que nos bancos – e, se o tomador paga em dia, o percentual é menor a cada novo empréstimo concedido.

O Bullla funciona como uma comunidade financeira, por meio da qual pessoas emprestam dinheiro para pessoas, sem intermediação de bancos.

Ainda conforme o levantamento, 26% dos empréstimos realizados por meio da plataforma desde 2020 foram concedidos para que os tomadores pudessem investir na própria empresa ou em novos negócios.

O investimento na própria empresa foi apontado por 14% das pessoas que pegaram empréstimo pela plataforma do Bulla, e o uso do dinheiro para novos negócios, por 12% do total.

Outros motivos apontados para empréstimos concedidos por intermédio da plataforma foram pagamento de dívidas (20%), despesas com educação (8%), gastos com mobília, reforma ou mudança (8%), pagamento do cartão de crédito (7%) e despesas com tratamento médico (5%).

Com a crise gerada pela pandemia e com o desemprego em alta, muitas famílias reduziram seu poder de compra. O crescimento significativo da nossa comunidade financeira, especialmente neste ano de 2021, evidencia que, ao oferecer crédito mais justo, conseguimos elevamos a procura por empréstimos entre pessoas físicas”, afirma Villela.

Como funciona

As transações podem ser realizadas pelo aplicativo Bullla, que está disponível gratuitamente para IOS e Android, ou pelo site, onde os usuários podem fazer simulações para avaliarem os riscos e benefícios da plataforma.

A ferramenta, por meio do uso de algoritmo, cruzará os dados dos interessados em obter empréstimo, através de uma espécie de “match”, com alguém que deseja emprestar.

A tecnologia empregada pelo Bullla permite que os interessados em obter empréstimo sejam ranqueados conforme o risco (D a AA), e o investidor poderá escolher para que perfil de tomador ele deseja emprestar.

Para solicitar empréstimo ou investir no Bullla, é preciso ter mais de 18 anos, ser brasileiro e residir no Brasil.

O valor mínimo para quem solicita ou investe é de R$ 1 mil. Para efetivar o cadastro, é necessário apenas um documento de identificação com foto (RG ou CNH).

Sobre o Bullla

O Bullla foi criado para facilitar transações entre pessoas, conectando quem precisa de dinheiro com quem tem para emprestar. Em 2019, foi aprovado pelo Banco Central e, no formato SEP (Sociedade de Empréstimos entre Pessoas), se tornou a primeira plataforma online do país que permite empréstimos diretos entre pessoas sem intermediação bancária.

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