Modernização do sistema financeiro: Confira o que mudou nesse setor

0

A postura pró-negócio do Banco Central tem sido perceptível desde meados dos anos 2000, principalmente no que tange à desburocratização do sistema financeiro.

A modernização do setor, em linha com a evolução de outros segmentos, mostra claramente a preocupação do órgão regulador em democratizar transações bancárias e o acesso ao crédito.

Esse movimento está diretamente ligado à transformação digital vivenciada ao longo das últimas décadas e que permitiu a chegada de novos recursos, menos burocráticos e mais baratos.

O apoio às fintechs é um forte exemplo disso.

O setor tem crescido de maneira robusta justamente por entender que pessoas e empresas não precisam necessariamente de um banco, no estilo tradicional, mas de serviços bancários.

Além das altas taxas para a realização de operações financeiras, muitos procedimentos poderiam ser feitos on-line.

Nessa linha, a promulgação Lei nº 12.865/13 significou um grande avanço, uma vez que regulamentou as atividades do setor e incluiu as fintechs no Sistema de Pagamento Brasileiro (SPB), que integra as plataformas de open banking.

De acordo com a Distrito, empresa que monitora o mercado de fintechs, em 2020 o segmento cresceu 34%, mesmo com os efeitos da pandemia.

Segundo o levantamento, as startups brasileiras atraíram neste ano mais de US$ 2,2 bilhões em investimentos, e aproximadamente metade desse volume foi para as fintechs, que já são mais de 800 no país.

Outra medida que a agenda do BC contemplou, prevista para entrar em operação em novembro deste ano, é o PIX.

A nova modalidade – que permitirá a efetivação de transferências (TED, DOC, pagamento de boletos) 24h por dia, 7 dias da semana – vai funcionar com custo baixíssimo se comparado aos valores cobrados pela indústria bancária.

O pagamento instantâneo será efetuado na hora, sem burocracia.

O lojista do varejo poderá, por exemplo, calcular o seu faturamento ao final do dia, assim que encerrar o expediente.

Quanto à concessão de crédito, o Programa Nacional de Apoio às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (Pronampe), criado a partir da Lei nº 13.999 e publicado em 19 de maio no Diário Oficial da União (DOU), proporcionou ao país que milhares de empreendedores não fechassem as portas durante o período de pandemia.

Em outra frente, com enfoque no desenvolvimento de soluções, o “Lift Learning” nasceu da parceria entre Fenasbac e o Banco Central, tendo como objetivo unir bancos, instituições financeiras, fintechs e universidades para o desenvolvimento de ações que tragam melhorias ao Sistema Financeiro Nacional (SFN), por meio de um amplo trabalho de pesquisa, aplicação de tecnologia e integração de conhecimentos.

O setor tem expandido suas formas de atuação e, a essa tendência, o Banco Central vem somando esforços para que, cada vez mais, os meios digitais e a simplificação de processos ganhem protagonismo no mercado financeiro.

Dica Extra: Já imaginou aprender 10 anos de Prática Contábil em poucas semanas?

Conheça um dos programas mais completos do mercado que vai te ensinar tudo que um contador precisa saber no seu dia a dia contábil, como: Rotinas Fiscais, Abertura, Alteração e Encerramento de empresas, tudo sobre Imposto de Renda, MEIs, Simples Nacional, Lucro Presumido, enfim, TUDO que você precisa saber para se tornar um Profissional Contábil Qualificado.

Se você precisa de Prática Contábil, clique aqui e entenda como aprender tudo isso e se tornar um verdadeiro profissional contábil.

Por Davi Holanda, CEO da Acesso Soluções de Pagamentos

Sobre a Acesso

A Acesso possui um ecossistema com diversas linhas de negócios: Bankly, plataforma de banking as a service que apresenta um conjunto de soluções e serviços financeiros que, por meio de sua tecnologia, permite que os parceiros operem “como bancos”, viabilizando para que eles forneçam soluções bancárias para seus clientes e é a plataforma que suporta todos os produtos e serviços da empresa; o Acesso Bank uma solução bancária digital completa; e Meu Acesso e Acesso Empresas no portfólio de cartões pré-pagos recarregáveis.