Contribuintes podem entrar com mandado de segurança. Muitos já estão obtendo liminar para não recolher tributos sobre a até dezembro

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A medida provisória que a de s de mais de 50 setores (MP 744) corre o risco de caducar, se o Congresso não votá-la até 10 de agosto.

Mesmo assim, a Receita pretende cobrar dessas os tributos sobre a folha de s de – em torno de R$ 400 milhões.

O argumento do Fisco é de que a partir de 1.º de , depois de cumpridos os 90 dias da publicação da proposta no Diário Oficial da União, a cobrança é permitida.

Especialistas e representantes do setor produtivo contestam essa interpretação, o que pode dar início a uma disputa judicial em torno do tema.

O enviou em março ao Congresso Nacional a medida provisória acabando com a desoneração da para quase todos os setores que vinham sendo beneficiados com a medida.

A ideia era que passassem a recolher a contribuição previdenciária sobre os salários pagos, e não sobre a receita.

Para a Receita, a mudança legal na contribuição tem de respeitar a chamada noventena. Depois desse prazo, como a MP tem força de lei, a alteração passaria a , mesmo sem a votação.

Acontece que os parlamentares também têm prazo: se não aprovarem até agosto a proposta do , ela perderá a validade. Mas, mesmo valendo por apenas um mês, o Fisco já conta com a arrecadação de , a ser incorporada na receita de agosto.

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Na noite de terça-feira, 20/06, o senador Airton Sandoval (PSDB-SP), relator da MP 774, apresentou o relatório sobre a matéria em uma comissão especial da Casa, propondo prorrogar até 1º de janeiro de 2018 o benefício fiscal da desoneração.

Para que a cobrança não ocorra em , porém, o texto com o novo prazo teria de ser aprovado na comissão e no plenário até o fim da semana que vem, o que tem poucas chances de ocorrer.

Sandoval afirmou que o Ministério da Fazenda deve apresentar uma contraproposta ao seu parecer.

Segundo o parlamentar, ele vem sofrendo “muita pressão” do para modificar o texto. A equipe econômica conta com a arrecadação adicional de cerca de R$ 2,1 bilhões com a ção da para fechar as contas de 2017.

“A conta para o ano está justinha. Se não votar, vai faltar dinheiro. Vai ter que fazer ajuste em outro lugar”, afirmou um técnico da equipe.

O presidente da Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit), Fernando Pimentel, considerou adequado o adiamento da ção para janeiro de 2018.

Segundo ele, além de pegar o planejamento anual das no meio do caminho, a mudança de tributação a partir de atrapalharia a recuperação do emprego que já teria começado no setor.

Para ele, caso a Receita tente cobrar a ção pelo menos em , haverá uma intensificação da quantidade de ações judiciais contra a medida.

NA JUSTIÇA

De acordo com a sócia da área tributária do escritório Trench Rossi Watanabe, Mariana de Vito, as poderão recorrer à Justiça para não recolher os tributos sobre a de s em .

“Os contribuintes podem entrar com mandado de segurança e muitos já estão conseguindo liminares para não recolher até dezembro de 2017.”

Alguns contribuintes já recorreram ao Judiciário alegando que a mudança legal que a não pode valer para este ano, já que a lei prevê que o contribuinte não pode fazer a mudança entre as modalidades (contribuição sobre o faturamento ou sobre a ) no mesmo exercício.

Via Estadão

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