Com a pandemia do novo coronavírus, a higienização constante dos ambientes e dos produtos adquiridos pelas pessoas se tornou indispensável para se prevenir contra a infecção, além de ser um gesto de zelo com quem está no entorno delas. 

Diante disso, a professora mestra Ericka Holmes Amorim, do curso de Enfermagem do Centro Universitário de João Pessoa – Unipê, aponta que o álcool em gel, a água sanitária, o sabão e os detergentes, por exemplo, são os produtos de limpeza utilizados para esse fim, e que essa prática de cuidados requer também uma nova educação em higiene na sociedade. 

Essa educação pode repercutir positivamente no cuidado e na prevenção não só da Covid-19, mas de outras doenças.

Mas haverá excessos de precaução? Para Ericka, que participa da Comissão de Biossegurança do Unipê, sim, mas isso estará relacionado ao comportamento de cada pessoa diante da pandemia.

No atual cenário, porém, toda cautela com produtos externos trazidos para dentro de casa é bem-vinda, pontua a docente. 

“Não há como medirmos se estamos tendo cuidados em excesso ou adequados, uma vez que o vírus não é visto por nós”, conta a especialista.

Contudo, ela reforça: há riscos inerentes ao uso indiscriminado desses produtos, como a água sanitária, sendo preciso adotar algumas precauções ao utilizá-los.

“O uso exagerado ou indevido pode ocasionar ressecamento e a irritação da pele, assim como também queimaduras”, aponta. 

Das medidas de precaução: manuseie-os com luvas, assim se evita tais efeitos; ao limpar as mãos, prefira fazê-lo com água e sabão ao invés de usar o álcool em gel, quando possível; sobre os alimentos, lave as frutas e verduras também com água e sabão – se imersas na solução preparada com hipoclorito, deve-se enxaguá-las com água antes do consumo.

“Não se deve utilizar álcool a 70% nesses alimentos, apenas nas embalagens de produtos industrializados, dando preferência a lavagem com água e sabão, sempre que for possível”, frisa. 

E é preciso se atentar aos produtos não regularizados e que têm concentrações não recomendadas, pois podem colocar em risco a saúde dos usuários.

Por isso, é essencial utilizar os regularizados pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), observando os prazos de validade e evitando situações indesejáveis que põem em risco a saúde de quem os utiliza.

“Outra medida que merece atenção é a observação das recomendações apresentadas nos rótulos dos produtos, essas devem ser acatadas para o seu uso”, sugere Ericka. 

A professora também enfatiza o cuidado quanto ao uso do álcool a 70% líquido, autorizado pela Anvisa a ser comercializado após a escassez do álcool em gel no mercado devido à grande necessidade e busca.

Esse produto se espalha com muita facilidade e é altamente inflamável, por isso é preciso ter bastante cuidado ao usá-lo.

“A Anvisa indica utilização do álcool a 70% e do hipoclorito de sódio (água sanitária) diluído na proporção de duas colheres e meia de sopa de água sanitária para 1 litro de água, conforme as recomendações da Nota Técnica 47.

Cabe ainda a observação que essa solução deve ser utilizada assim que preparada”, finaliza. 

Por Ericka Holmes Amorim, do curso de Enfermagem do Unipê