Não é de se surpreender que os melhores investidores são também grandes empreendedores. A razão para isso é a grande visão de negócios adquirida ao longo de anos de experiência e execução à frente de suas próprias empresas. Pensando nisso, é muito importante consumir diversos tipos de artigos, e não somente sobre finanças, mercado de capitais e investimento. Por essa razão, é importante a reflexão sobre pouco sobre empreendedorismo, startups e o mundo de venture capital (capital de risco), investimentos que vem crescendo a grandes taxas ao longo dos últimos anos.

Charlie Munger, por exemplo, busca ler sobre tudo, desde história até biologia. Como o conhecimento é cumulativo e Munger possui uma grande capacidade de processá-lo, consegue, eventualmente, utilizar grande parte dos conceitos aprendidos em suas leituras nas suas análises das mais variadas empresas dos mais variados setores.

Pesquisadores da Harvard Business School, intrigados sobre o porquê tantas startups vão à falência, decidiram realizar um estudo sistemático sobre o processo de criar e desenvolver uma nova empresa.

Para se ter uma noção, somente 1% das empresas que buscam financiamento de venture capital conseguem obtê-lo. E, desses 1%, menos de 25% conseguem ser avaliadas posteriormente, em outra rodada de financiamento, com um valuation maior que o anterior.

A razão para isso é que startups são investimentos arriscados. Criar e desenvolver uma empresa possui dezenas de riscos e desafios como:

– Risco técnico: será que a tecnologia é viável e funcionará?

– Risco de mercado: qual é o mercado-alvo? Existem clientes suficientes?

– Risco operacional: é possível construir o produto com o dinheiro arrecadado?

– Risco da distribuição e precificação: qual é o canal de distribuição adequado para entregar o produto ao consumidor e a estratégia de precificação que irá gerar mais valor?

– Risco do time: os empreendedores são capazes de executar o modelo de negócio?

Os pesquisadores de Harvard descobriram que é possível minimizar esses riscos se os empreendedores adotarem os seguintes princípios:

  1. Startups com mentores full-time, que não faziam parte do time inicial, já vivenciaram na prática como é empreender e trabalhar em grandes empresas. E aumentavam sua chance de sucesso consideravelmente, de 25% para 80%;

2. Startups que nunca modificaram seu modelo de negócio possuem mais chance de falir. As empresas de sucesso ouvem seus clientes e “pivotavam” (mudavam) seu modelo de negócio para atender essas demandas rapidamente;

3. Esperavam o modelo de negócio da empresa estar validado para contratar o CEO. Caso contrário, ele usará um ao qual estava acostumado em suas experiências passadas;

4. Investiam seu capital nas melhores oportunidades de investimento. Isso é primordial para as próprias rodadas de financiamento;

5. Seus clientes precisam querer o produto/serviço das mesmas, e não apenas precisar dele. Elas achavam uma dor que os clientes queiram pagar para ser resolvida imediatamente e resolviam-na;

6. Apenas pessoas fantásticas criam um negócio fantástico. É impossível competir contra os grandes players da indústria com um time medíocre.

Cada vez mais, startups estão se listando na bolsa de valores, como a B3. Décadas atrás, era praticamente uma regra de bolso: somente realizava um IPO as empresas que geravam caixa. Hoje em dia, sabemos que não é bem assim, e vemos empresas como a Uber , Lyft, Beyond Meat, Netflix , e diversas outras, sendo negociadas nas bolsas americanas.

A internet mudou muito o mundo dos negócios pois derrubou diversas vantagens competitivas, tidas como sustentáveis e estruturais anteriormente, e aumentou a escalabilidade das empresas significativamente.

É importante cada vez mais em conta a porcentagem da receita das empresas que são provenientes do canal online. A internet foi a grande tendência dos últimos vinte anos e tem tudo para continuar sendo durante as próximas décadas.

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