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3 dicas de atividades que instruem sobre consumo consciente: Educação Financeira

Saber gerenciar o próprio dinheiro é um tema diretamente relacionado ao desenvolvimento de uma atitude consciente a respeito do consumo.
Assim, aprender a economizar, evitar dívidas excessivas e ter noções sobre orçamento pessoal são conhecimentos que precisam fazer parte do dia a dia das pessoas desde a infância, o que faz com que as escolas exerçam um papel fundamental na formação de jovens cientes sobre o que consomem.
No próximo dia 15, domingo, será celebrado o Dia do Consumo Consciente, e Natália Alonso, da BEĨ Educação, mostra como a educação financeira pode ser aliada das escolas na conscientização dos estudantes em relação ao assunto
“A educação financeira envolve o desenvolvimento de habilidades, conhecimentos e atitudes que pretendem a tomada de decisões informada e responsável, por meio da conscientização”, explica Natália Alonso, gestora de projetos da BEĨ Educação.
“O consumo consciente que resulta desse conhecimento está relacionado ao planejamento e às decisões em relação a compras ponderadas, que consideram não somente o desejo imediato, mas o impacto a longo prazo, tanto no orçamento como no meio ambiente”, acrescenta Natália.
Como reflexão para este Dia do Consumo Consciente, Natália Alonso propõe três dicas de atividades práticas que podem ser desenvolvidas em qualquer escola, de modo a incentivar os estudantes a refletirem sobre sustentabilidade e sobre consumo. Confira!
1. Projeto de orçamento pessoal:
Os alunos podem criar um orçamento pessoal hipotético, considerando uma mesada fictícia ou um salário de entrada no mercado de trabalho.
Em seguida, eles devem planejar como gastarão esse dinheiro, incluindo despesas essenciais, economias e gastos com lazer.
Isso ajuda a entender a importância de listar prioridades e evitar gastos impulsivos. Uma dica é orientá-los a economizar para um objetivo em comum, seja um projeto individual ou coletivo.
2. Análise de publicidade:
Os estudantes podem analisar anúncios publicitários e discutir como as propagandas podem influenciar nas decisões de compra. Essa reflexão ajuda a desenvolver o pensamento crítico em relação a esse tipo de mensagem e a tomar decisões de consumo mais conscientes no seu dia a dia, até mesmo influenciando positivamente suas famílias e colegas de fora da escola.
3. Projeto de sustentabilidade financeira:
Aqui, eles podem investigar e apresentar projetos sobre a relação entre consumo, sustentabilidade e finanças pessoais.
Uma ideia é explorar como as escolhas de consumo afetam o meio ambiente e a comunidade ao redor, pensando na realidade próxima de cada estudante e como esse consumo em escala pode prejudicar o planeta.
Panorama de consumo no Brasil
O consumo desenfreado tem como consequência inúmeros problemas ambientais, como emissão de gases poluentes e degradação das florestas, além de uma imensa quantidade de resíduos.
Segundo dados da Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (Abrelpe, foram geradas, em 2022, 81,8 milhões de toneladas de resíduos sólidos urbanos no Brasil, correspondendo a 224 mil toneladas diárias.
Isso significa que cada brasileiro produziu uma média de 1,043 kg de resíduos diários, o que pode ser evitado quando se considera o consumo consciente.
Além disso, o consumismo causa uma série de problemas financeiros, como endividamento. Conforme o levantamento mais recente do Serasa, 12,2% dos inadimplentes do país tem até 25 anos.
O mesmo estudo revelou que as dívidas com bancos e com cartão de crédito seguem liderando o ranking das mais comuns entre a população total.
Vale ressaltar que a quantidade de cartões de crédito em junho de 2022 representava quase o dobro da população economicamente ativa no Brasil, segundo dados do IBGE e do Sistema de Pagamentos Brasileiro (SPB).
Desse modo, é preciso que as pessoas desenvolvam competências e habilidades que lhes ajudem a ter uma vida financeira mais saudável, tomando por base uma forma de consumo consciente.
Esse conhecimento, quando realizado a partir da educação financeira desde as primeiras fases escolares, traz impactos positivos ao longo de toda a vida.
“Nas escolas, as atividades podem ser adaptadas para diferentes faixas etárias, com enfoque crescente na complexidade financeira à medida que os alunos avançam, o que permite que o tema seja aprofundado gradativamente e incluído na realidade dos estudantes”, afirma Natália.
“Na Educação Infantil, por exemplo, a conscientização sobre consumo pode começar com um simples direcionamento sobre como é importante conservar o que temos e, nas etapas escolares mais avançadas, podem ser introduzidos conceitos como planejamento, orçamento, consumo, poupança”, explica a gestora.
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