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7 habilidades necessárias ao profissional de TI nas fintechs de Open Banking

A implantação do Open Banking no Brasil, além de ocasionar várias mudanças para o setor financeiro, resultará em novos modelos de negócios e, consequentemente, mais oportunidades profissionais. Um levantamento feito pela plataforma de vagas Gupy, que analisou os dados de contratação de 30 fintechs, revela que a tecnologia é a área que gerou mais oportunidades no formato, com 33% do total, seguida do comercial (21%) e de produto e inovação (7%). Mas diante deste cenário de mudança do ecossistema financeiro, o que é esperado do profissional de tecnologia que busca uma vaga no mercado de fintechs?
Felipe Alves, CTO da Teddy Open Banking, fintech com foco no segmento empresas, ressalta que o profissional precisa ter, dentre outros conhecimentos técnicos, aptidão para resolver problemas, disposição para aprender diariamente e foco no cliente final.
“São muitas regras de negócio que precisam ser entendidas e colocadas em prática. É preciso desenvolver algumas habilidades para lidar com as transformações geradas pelo sistema, entender quais são as regras do negócio e trazê-las para o software. Também é fundamental pesquisar por novas soluções, gostar muito de ler documentação, entender o negócio, além de se colocar no lugar dos outros desenvolvedores e do cliente”, afirma.
Conhecimento interdisciplinar
O CTO lista algumas ferramentas e tecnologias relacionadas ao open banking que o candidato precisa conhecer para concorrer a oportunidade na área de T.I. e desenvolvimento da Teddy:
1 – Ter experiência prática com produtos Saas (Software as a Service) e com integração de sistemas API REST, que é um conjunto de boas práticas utilizadas nas requisições HTTP realizadas por uma API (Application Programming Interface);
2 – Ter um nível intermediário de conhecimento em boas práticas em segurança da informação;
3 – Entender de LGPD (Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais);
4 – Possuir conhecimento técnico em linguagens de programação usadas pelas BIG techs Google, Facebook e Amazon;
5 – Dominar Inglês técnico;
6 – Desenvolvimento seguro, identificação e exploração de vulnerabilidades no desenvolvimento;
7 – Conhecer serviços em nuvens (AWS – Amazon Web Services, GCP – Google Cloud Platform e outros).
Além das habilidades técnicas, Alves considera que o profissional de T.I. também precisa saber comunicar suas ideias e compreender o que os seus colegas de trabalho querem transmitir, ter disposição para resolver problemas e facilidade para aprender diariamente, pois há muitas regras de negócio que precisam ser entendidas e colocadas em prática.
“É importante trabalhar em equipe para que as habilidades e culturas individuais se combinem e tragam valor para enfrentar os desafios diários. A tecnologia avança e vai ser substituída por outras melhores, mas o espírito de trabalho em equipe e foco na resolução dos problemas nos mantém firmes no caminho da evolução”, ressalta.
Formando novos talentos
Para Alves a tecnologia facilita a busca por talentos fora do eixo Rio-São Paulo e que a revolução digital permite integrar regiões com poucos recursos tecnológicos a outras mais desenvolvidas.
No entanto, segundo ele, não tem sido uma tarefa fácil encontrar profissionais de tecnologia para a área, pois as mudanças impulsionadas pela pandemia precisaram ser implementadas com muita velocidade, o que dificultou a formação de novos profissionais a tempo de suprir a demanda.
Para lidar com a falta de mão de obra qualificada, está nos planos da Teddy lançar um programa de formação para profissionais de tecnologia que têm interesse em atuar com open banking.
“Estamos planejando uma parceria com a AWS e Udemy, plataforma de EaD, para oferecer formação com foco nas habilidades técnicas mais usadas pelos gigantes da tecnologia como Amazon, Facebook e Google”, afirma.
Quem quiser conhecer mais sobre a fintech e se candidatar a uma vaga, acesse:
A Teddy Open Banking é uma fintech criada para intermediar o contato entre grandes instituições financeiras e clientes de Pequenas, Médias e Grandes Empresas, nos segmentos Corporate, Middle e Empresas, funcionando como um grande hub de soluções financeiras que amplia tanto a variedade de serviços, quanto as possibilidades de escolha de produtos com taxas mais competitivas.
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