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Realidade preocupante: 4 em cada 10 brasileiros enfrentam inadimplência

Realidade preocupante: 4 em cada 10 brasileiros enfrentam inadimplência

02/06/2023 às 12h03 Atualizada em 02/06/2023 às 15h03
Por: Lucas Machado
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Foto: Reprodução
Foto: Reprodução

A inadimplência é uma problemática que afeta tanto indivíduos quanto a economia de um país. No contexto brasileiro, essa questão assume uma dimensão alarmante, impactando a vida financeira de milhões de pessoas e trazendo desafios significativos para o desenvolvimento econômico e social. 

Em meio a este cenário, é importante compreender que a condição de inadimplente não somente surge de uma gestão das finanças pessoais, como defendem muitos discursos. Estamos nos referindo a um problema de magnitude social, afinal a dificuldade em arcar com as dívidas dentro do prazo estabelecido é uma realidade que, infelizmente, hoje atinge 66 milhões de brasileiros, segundo dados da CNDL (Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas). 

Nesta linha, diversos fatores podem levar à inadimplência. A perda de emprego ou a redução da renda são motivos comuns, tornando difícil ou impossível para as pessoas cumprirem suas obrigações financeiras. De acordo com as informações da CNDL, 4 em cada 10 brasileiros não conseguem arcar com suas dívidas ou contas no prazo estabelecido. 

Em abril de 2023, o índice de inadimplência no país cresceu em 18,42%, quando comparado ao cenário do mesmo mês do último ano. A confederação informa que a inadimplência é principalmente causada pela dívida com os bancos, representando 63,8% do total.

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Imagem por @shisuka/ freepik

Inadimplência e a pandemia 

A relação entre a inadimplência e a Covid-19 revelou-se profunda e complexa. A pandemia trouxe consigo uma crise de saúde global sem precedentes, com impactos significativos nas esferas econômica e social. 

À medida que o vírus se espalhava pelo mundo, as medidas de contenção, como lockdowns e restrições de movimentação, afetaram diretamente a renda e a estabilidade financeira das pessoas, contribuindo para um aumento alarmante da inadimplência.

Neste contexto, muitas empresas tiveram que fechar temporariamente ou reduzir suas operações, levando a um crítico cenário desemprego e à perda de renda de muitos trabalhadores. A falta de recursos financeiros resultante dessas conjunturas dificultou o cumprimento de obrigações financeiras, como o pagamento de aluguel, contas de serviços públicos, empréstimos e financiamentos.

Apesar de certos esforços do governo para mitigar os impactos da crise, a exemplo de auxílios financeiros, programas de proteção social e de manutenção do emprego, a inadimplência persiste, principalmente entre o público mais vulnerável da população. 

Um retrato de dificuldades

Diferentes situações refletem o cenário geral brasileiro, em relação a problemática atrelada à inadimplência. Dentre elas está o caso de guilherme, que atualmente vende suas mercadorias em uma calçada na rua Uruguaiana no centro do Rio de Janeiro. 

Após a dispensa de um emprego formal em 2020, o jovem de 28 anos garante o próprio sustento e de seu filho por meio da venda de mochilas na movimentada rua da capital fluminense. A atividade não gera uma renda estável, segundo próprio relato, de modo que guilherme não consegue arcar com suas dívidas. 

"Eu não tinha condições de pagar o banco. Fiz um cartão de crédito e não tinha dinheiro na hora pra pagar. Tenho dívidas com cartão de dois bancos", diz. O jovem ainda conta não ter nenhum plano para conseguir, enfim, pagar as dívidas. 

A poucos metros de onde Guilherme trabalha, também há a situação de Seu Raimundo, cidadão de 67 anos que garante seu ganha-pão por meio do engraxate. Durante a pandemia, ele perdeu grande parte de sua clientela que utilizava os seus serviços, devido às conjunturas do isolamento social. 

Segundo ele, foi dada a entrada no pedido para receber o Benefício Assistencial ao Idoso, visto que ainda não conseguiu acesso à aposentadoria. No entanto, Raimundo ainda não possui uma resposta da Previdência Social. 

"Só por causa da pandemia, fiquei quase dois anos em casa. Depois fiquei doente, sem poder fazer nada. Fiquei três anos e pouco sem trabalhar. E aí foi atrasando tudo. Minha mulher sozinha pagando tudo: água, luz, telefone. O que eu mais atrasei foi a conta de água. Na hora que sair o benefício [da Previdência], eu vou conversar com a concessionária e parcelar. Não quero ficar devendo nada a ninguém. Não tenho essa índole de mau pagador", relata ele
Fonte consultada: Portal R7.

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