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Combustíveis: subsídios não devem ser usados para baratear a gasolina

Na última quinta-feira (10), a Petrobrás anunciou que haverá um reajuste de 20% no valor dos combustíveis. Segundo a empresa, a justificativa para o referido aumento atrela-se à atual guerra entre a Rússia e a Ucrânia.
Com a gasolina superando a casa dos R$ 7,00, levantou-se a hipótese de adotar uma política de subsídios para baratear o preço cobrado nos postos. Contudo, o Governo Federal já declarou que não irá adotar essa medida.
Nesta linha, o Ministro da Economia Paulo Guedes, se pronunciou sobre o assunto, nesse último dia 10 de fevereiro, afirmando que, no momento não há necessidade de adotar uma política de subsídios.
Segundo Guedes, a adoção da medida para a redução do preço de combustíveis, somente será elaborada caso a guerra persista.
“Se isso se resolve em 30, 60 dias, a crise estaria endereçada. Mas vai que isso começa a ter uma escalada, aí sim você começa a pensar em subsídio para o diesel”, afirmou o ministro. “Vamos nos movendo de acordo com a situação. A pandemia parece que está indo embora. Saímos dessa guerra terrível fomos atingidos por essa outra que é grãos e petróleo”, afirma o ministro
Além disso, Guedes ainda tratou de falar do Projeto de Lei que corta os tributos dos combustíveis. Sobre este ponto, ele afirmou que o 1º choque do petróleo já deve ser atenuado com a medida.
“Estamos atentos a isso. Estamos monitorando e, à medida que as coisas vão se desenvolvendo, nós vamos vendo. Por enquanto, a ideia é o seguinte: o 1º choque foi absorvido, agora vamos observar”, disse Guedes.
Vale ressaltar que além das alterações do ICMS, o ministro adota como principal estratégia zerar as contribuições do PIS/Pasep e da Cofins atreladas à importação de combustíveis. De todo modo, conforme analistas, os reajustes divulgados pela Petrobras devem ocorrer nos próximos dias.
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