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Confira o desempenho das renegociações de dividas do Desenrola

O programa Desenrola, do governo federal, alcançou até o momento a expressiva marca de R$ 29 bilhões em renegociação de dívidas de 10,7 milhões de cidadãos brasileiros, conforme divulgado pelo Ministério da Fazenda nesta quarta-feira (6). Na fase atual do programa, que abrange o período de 2019 a 2022, e com valores atualizados abaixo de R$ 20 mil, um milhão de pessoas já renegociaram R$ 5 bilhões em débitos.
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Destes R$ 5 bilhões, R$ 4,46 bilhões foram concedidos como desconto, resultando em 2,2 milhões de contratos renegociados. Dentre esses contratos, 53% foram reajustados com parcelamento, enquanto 47% foram quitados à vista. O montante médio para pagamento à vista foi de R$ 248, enquanto para pagamentos parcelados, foi de R$ 791. Notavelmente, 82% das renegociações foram realizadas via celular, enquanto 18% ocorreram através de notebook. O tempo médio para concluir o processo de renegociação foi de 4 minutos e 8 segundos.
Os descontos médios oferecidos foram de 90% para negociações à vista e 85% para parcelamentos, com uma média de juros de 1,8% e uma quantidade média de 11 parcelas. Dos que optaram pelo pagamento à vista, 75% utilizaram o Pix e 25% o boleto. Já entre os que escolheram o parcelamento, 91% preferiram o boleto, enquanto 9% optaram pelo débito automático.
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Os serviços financeiros lideraram as renegociações em termos de valores, totalizando R$ 3,3 bilhões. Na sequência, estão as securitizadoras, com R$ 513 milhões; comércio, com R$ 213 milhões; conta de luz, com R$ 143 milhões; e educação, com R$ 53 milhões. Construtoras, locadoras de veículos, cooperativas e contas de telefone e água somaram R$ 71 milhões.
Quanto aos serviços não financeiros, observou-se uma significativa redução nas dívidas relacionadas à conta de luz, telefone/internet e água. A renegociação do programa beneficiou 82.337 pessoas com dívidas de luz, reduzindo o total de R$ 143 milhões para R$ 52 milhões. Nas contas de telefone e internet, 59.322 renegociações reduziram o valor de R$ 28 milhões para R$ 6 milhões. No caso da água, 7.230 pessoas renegociaram suas dívidas, que passaram de R$ 8 milhões para R$ 2,3 milhões.
As renegociações abrangeram 5.491 municípios, sendo São Paulo o estado com a maior quantidade de renegociações (24%), seguido por Rio de Janeiro (11%) e Minas Gerais (8%). As mulheres foram maioria nas renegociações, representando 54,83%, enquanto os homens totalizaram 41,17%. Quanto à faixa etária, a maior parcela dos renegociadores tinha entre 35 e 44 anos, totalizando 23,81%, seguida pelas faixas de 45 a 54 anos (17,03%) e 25 a 29 anos (14,51%). As faixas de 30 a 34 anos e de 55 a 64 anos somaram 13,12% e 10,88%, respectivamente.
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