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Copom – Pressão de Ministros e queda de 0,50 da Selic
Nomes do governo defendem também um corte mais intenso dos juros pelo BC para viabilizar o crescimento econômico e uma maior abertura de vagas formais

Às vésperas da reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), do Banco Central, ministros reforçaram a pressão sobre o comitê, que decidirá o nível da taxa básica de juros, a Selic, na reunião da próxima quarta-feira (2).
Declarações feitas nesta semana pela ministra do planejamento e orçamento, Simone Tebet, ressaltaram que havia uma espécie de “miopia” no Banco Central e que para viabilizar o crescimento econômico era preciso que a Selic caísse 0,50 ponto percentual no encontro da desta semana.
“Espero que o Banco Central tire essa ‘venda dos olhos’. Hoje, a meu ver, é isso que acontece com o Banco Central, está havendo uma miopia, uma visão obtusa do Brasil, do Brasil real”, disse a ministra, em entrevista.
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Na ocasião, Tebet também afirmou que houve uma melhora nos indicadores macroeconômicos e citou como exemplo a deflação da inflação oficial, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), apresentada no começo do mês.
Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o IPCA de junho recuou – 0,08% – menor variação para o mês desde 2017, quando o índice foi de -0,23%. No ano, o indicador acumula alta de 2,87% e, nos últimos 12 meses, de 3,16%, abaixo dos 3,94% observados nos 12 meses imediatamente anteriores.
Nesta semana também foi conhecido o IPCA-15 de julho, considerado a prévia da inflação oficial, que reacendeu o debate sobre um corte de juros mais agressivo, de 0,50 ponto percentual, na reunião de agosto do Copom.
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Segundo o IBGE, o IPCA-15 registrou uma deflação de 0,07% e trouxe uma composição mais benigna dos dados internos, com uma melhora dos núcleos de inflação, que excluem itens voláteis, e na parte de serviços subjacentes.
Um dia depois, na quinta-feira (27), o ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, disse que o Senado teria que “contratar um psiquiatra” para o presidente da autoridade monetária, Roberto Campos Neto, caso a Selic não caísse na próxima reunião.
“Ninguém acredita na possibilidade de o Banco Central não iniciar um processo de redução de juros. Se isso ocorrer, é uma situação bastante grave e necessita, da autoridade responsável, tomada de providência, no caso o Senado da República, de pautar esse assunto para observar o que está acontecendo, se contrata um psiquiatra, o que a gente faz com o cidadão”, comentou Marinho.
Durante a apresentação dos dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), o ministro do Trabalho e Emprego destacou ainda que a autoridade monetária fazia um trabalho político e afirmou que, se não fosse o “comportamento inadequado” do BC, o país teria criado 1,2 milhão de empregos formais no primeiro semestre.
Dados do Caged mostraram nesta semana que houve aumento de 1,023 milhão de postos de trabalho entre janeiro e junho deste ano. Em igual período do ano passado, houve criação líquida de 1,388 milhão de postos formais.
Já neste sábado (29) foi a vez do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, intensificar as críticas sobre o nível alto da Selic. Para o chefe da equipe econômica, já havia razões para o início do ciclo de cortes em junho. Mas, segundo ele, o perfil da diretoria do Copom é conservador demais.
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