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Entenda o que fez o dólar ter o maior valor em 2 meses e flertar com os R$ 5,00

O dólar à vista opera pressionado frente ao real no pregão desta segunda-feira (14) e alguns fatores levam a moeda norte-americana a ficar bem próxima dos R$ 5,00.
Por volta das 16h10 (de Brasília), o dólar avançava 1,3%, a R$ 4,96 para venda, no maior valor intradiário desde o começo de junho. O contrato futuro com vencimento em setembro subia 1,1%, perto de R$ 4,98. Enquanto lá fora, o Dollar Index (DXY) subia 0,1%, perto dos 103 pontos.
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Influência da China
Desta forma, a divisa estrangeira sobe acompanhando o exterior mais avesso ao risco com preocupações que vêm da China. Isso porque investidores voltam a ficar receosos com sinais de desaceleração da economia do país asiático, influenciada pelo setor imobiliária.
Após o caso da incorporadora Evergrande, que estourou em 2021, outra empresa chinesa do ramo imobiliário traz tensões. Trata-se da incorporadora Country Garden, que busca atrasar o pagamento de um título privado.

“Após não conseguir pagar os juros de empréstimos na semana passada, uma possível quebra da gigante do setor também tem chamado a atenção de operadores globais devido, principalmente, a parcela que o setor imobiliário chinês corresponde da demanda local pelo minério de ferro”, diz o analista da Commcor Corretora, Cleber Alessie.
O respingo do peso argentino no dólar
As moedas de países emergentes se desvalorizam ante o dólar, puxada pelo tombo de mais de 20% do peso argentino. Ontem, o candidato de ultradireita à presidência da Argentina, Javier Milei, venceu as eleições primárias para eleger candidatos às eleições gerais de outubro. O resultado foi inesperado.
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Além disso, o Banco Central do país anunciou hoje uma desvalorização de 17,9% da moeda da Argentina e congelou a taxa de câmbio em 350 por dólar até a eleição geral, em outubro.
A autoridade monetária decidiu também elevar a taxa básica de juros em 21 pontos percentuais, passando de 97% para 118% ao ano.
Milei, inclusive, defende dolarizar a moeda argentina e fechar o Banco Central.
Fonte: MoneyTimes
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