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G7 engrossa coro por regulação de Inteligência Artificial generativa

Em comunicado, autoridades de proteção de dados e privacidade do grupo dos sete países mais desenvolvidos do mundo falam em preocupações e riscos crescentes caso a tecnologia não seja regulamentada e defendem uma padronização centrada no ser humano

As autoridades de proteção de dados e privacidade do G7 (Alemanha, Canadá, Estados Unidos, França, Itália, Japão e Reino Unido) emitiram um comunicado apontando preocupações com o desenvolvimento de aplicações com base em Inteligência Artificial (IA) generativa, como o ChatGPT. Segundo o grupo, sem regulação, a tecnologia pode trazer riscos à privacidade e gerar danos a outros direitos humanos.
“No contexto do rápido desenvolvimento e implantação de tecnologias de IA generativa, a proliferação generalizada de seu uso em todo o mundo e sua crescente adoção em vários domínios, reconhecemos que há preocupações crescentes de que a IA generativa possa apresentar riscos e possíveis danos à privacidade, proteção de dados e outros direitos humanos fundamentais se não forem devidamente desenvolvidos e regulamentados”, diz trecho da nota divulgada, no último dia 21 de junho, pelo grupo dos sete países mais desenvolvidos do mundo.
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Diante dos avanços das IAs generativas, as autoridades de proteção de dados e privacidade do G7 adotaram um posicionamento parecido com o de outros grupos que já se manifestarem a respeito da tecnologia.
No comunicado, o G7 “reforça a posição de que leis, regulamentos, políticas e padrões relacionados à IA devem ser centrados no ser humano e baseados em valores democráticos, incluindo a proteção dos direitos humanos e liberdades fundamentais e a proteção da privacidade e dos dados pessoais”.
Entre as preocupações relacionados às IAs generativas, o G7 aponta o processamento de informações pessoais, sobretudo de menores de idade. O grupo também cita a necessidade de prover transparência sobre como as ferramentas funcionam e de implementar medidas de responsabilização sobre a cadeia de desenvolvimento.
Lançado em novembro do ano passado pela OpenAI, parceira da Microsoft, o ChatGPT rapidamente ganhou popularidade em todo o mundo e ligou o alerta sobre as potencialidades da IA. Após investigações individualizadas em alguns países europeus, a União Europeia (UE) criou, em abril deste ano, uma força-tarefa para fiscalizar a aplicação.
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Os presidentes do Grupo Telefónica, José María Álvarez-Pallete, e da Microsoft, Brad Smith, são alguns dos executivos que já manifestaram preocupações associadas a uma eventual falta de controle no desenvolvimento de soluções de IA generativa.
Em março, um grupo de executivos, acadêmicos e especialistas em tecnologia publicou uma carta aberta pedindo uma pause de seis meses no treinamento de IA mais poderosa do que o GPT-4, versão mais poderosa do ChatGPT. Dois meses depois, foi a vez de outro grupo, incluindo líderes de Google, Microsoft e OpenAI, assinarem uma curta mensagem sinalizando que é preciso “mitigar o risco de extinção” da humanidade a partir da IA.
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