News Yahoo
LGPD: Entenda a relação da nova lei com captura de leads e inserção de cookies

A LGPD (Lei Geral de Proteção de Dados) entrou em vigor em setembro de 2020 e estabelece diretrizes fundamentais e obrigatórias durante a coleta, armazenamento e uso de dados pessoais.
Ela é extremamente necessária por conta dos diversos casos de uso indevido, vazamento e até comercialização de dados, as novas regras asseguram a privacidade dos brasileiros e evitam entraves comerciais com outros países.
Diante desse cenário, diversos profissionais tiveram que se adequar a essa nova lei, e não foi diferente no universo do marketing.
Segundo, Rafael Wisch, CEO da GDigital, startup de desenvolvimento de softwares voltados para marketing e vendas, esta é uma mudança brusca, visto que deste momento em diante, o usuário precisa saber o que será feito com os dados dele e consentir antes de prosseguir.
“O principal intuito da LGPD não é prejudicar as empresas, mas proteger os dados do usuário e dar clareza a ele sobre o que a empresa está manuseando.
Uma das maiores mudanças para o marketing é no processo de trackeamento de dados, que é a principal estratégia para construção de remarketing – quando você busca um produto e após isso só aparece ele por um tempo. Essa é uma das atividades que está ameaçada, já que se o usuário não consentir e a empresa estiver dentro da LGPD, a campanha não irá ocorrer.”, explica Wisch.
Antes da LGPD, as empresas poderiam coletar os dados que elas quisessem do usuário, como, informações de localização e sistema operacional, além da inserção de cookies na máquina do usuário, com o intuito de personalizar a navegação e a instalação de scripts externos do Facebook e Google, para realizar mais derivações de marketing e partilhar as informações com essas empresas.
“Se o usuário concordar, tudo permanece igual, mas se não, nada pode ser feito com relação ao armazenamento de dados. Além disso, a qualquer momento o usuário pode falar que não quer mais e solicitar, de forma simples, que os dados que a empresa têm dele sejam excluídos”, comenta Wisch.
Pensando nas ações de marketing, duas delas foram mais impactadas, a captura de leads e a inserção de cookies, como explica o CEO da G Digital. “As estratégias podem continuar sendo utilizadas da mesma maneira, entretanto, o usuário precisa consentir de maneira clara.
Além disso, ele também precisa ter uma opção fácil para acessar ou até mesmo excluir as suas informações, quando desejar”, esclarece.
Adequação à LGPD
Houve muitas críticas à Lei Geral de Proteção de Dados vindas do mercado, por conta das preocupações e certas burocracias que elas traz, comenta o CEO da GDigital, “Para nós ela é necessária, tanto para fortalecer as empresas que fazem um trabalho profissional quanto para dificultar quem age de má fé.”, explica.

Para adequar à nova lei é necessário fazer um trabalho em conjunto entre os setores jurídico e de tecnologia. “Entender quais informações podem ser armazenadas e como fazer quando o usuário solicita a remoção é essencial.
Na nossa estrutura, por exemplo, o projeto levou quatro meses para sua execução, esse tempo foi necessário pois é preciso fazê-lo de forma responsável e segura.”, relata Rafael Wisch.
Com mais de 10 mil usuários no Brasil, Wisch conta que, além das adequações, é preciso educar os consumidores que já estão ativos e, também, aqueles que estão entrando para o universo do marketing digital.
“É preciso conscientizar clientes e encontramos em eventos online, materiais de blog e treinamos uma maneira de educá-los, mas muitos ainda estão implantando as adequações.
Nós não os obrigamos, conscientizamos e disponibilizamos as ferramentas para que cada um faça dentro das suas prioridades e tempo, já que essa não é uma tarefa simples para algumas empresas”, conta.
A adequação à lei garante mais segurança tanto às empresas quanto aos clientes, como comenta Rafael Wisch, “Se adequar é continuar desenvolvendo um trabalho profissional e dando a devida segurança aos usuários”.
Os usuários vão ficar mais satisfeitos com a transparência do negócio, além de eliminar o risco de problemas, seja jurídico ou de cancelamento.”, comenta Wisch, que ainda afirma que o impacto nas conversões não é alto.
Para as marcas que desejam continuar realizando campanhas de marketing digital ou iniciar neste mercado, é imprescindível que busquem por ferramentas que cumpram as exigências da legislação.
“Para quem está começando agora, há ferramentas que fazem todo o trabalho, mas o cliente precisará fazer o seu termo de uso para já começar de maneira correta”, afirma.
Penalidades
Existem dois tipos de penalidades para as empresas que não se adaptarem a LGPD: as jurídicas e as administrativas. Uma empresa que não estiver adaptada à legislação pode ser processada e esse processo também incorre ao prestador de serviço, que não deu condições dela se adaptar.
Por GDigital
Contabilidade3 dias agoSenado simplifica regime tributário de profissionais liberais
Reforma Tributária3 dias agoConheça as opções de tributação que a Reforma trouxe para as empresas do Simples Nacional
INSS4 dias agoBolso cheio: INSS divulga as datas de pagamento do mês de julho
Contabilidade3 dias agoComo a inteligência artificial está redefinindo a profissão contábil
Contabilidade3 dias agoO que configura crime fiscal e como manter a regularidade na sua empresa
Simples Nacional3 dias agoComo abrir seu CNPJ em 2026 sem erro ou dor de cabeça
MEI4 dias agoGoverno libera R$ 2 bilhões em garantias de crédito para MEIs e caminhoneiros comprarem veículos
Fique Sabendo3 dias agoSenado aprova pagamento de pensão alimentícia via Pix

































Receba nossas notícias pelo WhatsApp em primeira mão.