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Lojas Americanas: Recuperação Judicial pode ser a melhor opção!
O último sábado (14) revelou uma profunda crise nas finanças das Lojas Americanas. Ao declarar à Justiça que possui dívidas no total de R$ 40 bilhões, segundo informações do colunista Lauro Jardim, do jornal O Globo, a Lojas Americanas deixou em aberto a possibilidade de pedir recuperação judicial, ou seja, quando a empresa faz o pedido à Justiça para evitar sua falência.
De acordo com o CEO da Quist Investimentos, Douglas Duek, a alternativa é a mais correta, dado o tamanho da dívida da empresa e da potencial necessidade de capital, além do número de credores envolvidos. “Os balanços revelam que as Lojas Americanas possuem 0,015% de lucratividade. Isso significa dizer que, para pagar R$ 40 bilhões, é preciso faturar entre 2 e 3 bilhões. Fazendo uma análise fria, ao pedir recuperação judicial, ela poderá renegociar as dívidas com os credores de forma mais fácil”, explica o especialista.
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Muitas informações têm sido divulgadas junto à imprensa a respeito do caso da Lojas Americanas. Douglas explica que, embora tudo leva crer que a empresa esteja “caminhando para uma recuperação judicial”, isso não significa dizer que ela está entrando em falência. “É uma empresa consolidada e com grande potencial no mercado. Possivelmente terá que fazer venda de ativos ou se capitalizar, mas não chegará ao ponto de falir”, destaca Duek, que chama atenção pelo fato de a empresa possuir um bom caixa.
Em meio a tudo isso, o mercado pode apresentar muita volatilidade. Para o especialista, esta semana deverá ser bastante turbulenta. “Quando não havia notícia alguma de uma possível recuperação judicial, o mercado reagiu mal no primeiro dia, chegando a dizer que as ações caíram 77% e achando que a empresa valia esse percentual. Como o anúncio de recuperação foi feito recentemente, provavelmente veremos acionistas que possuem ações na bolsa reagindo mal”, diz Douglas.
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O especialista ainda destaca que é importante que eles tenham uma solução nova para a reestruturação operacional. “Melhorar a operação da empresa e melhorar as margens é vital, além de melhorar as dívidas”, finaliza Duek.
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